Campanha de Tarcísio diz que aposta na polarização explica vantagem sobre Rodrigo

SÃO PAULO, SP, 13.09.2022 - DEBATE-SP: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) - Debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo promovido pela TV Cultura, jornal Folha de S.Paulo e UOL, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, nesta terça-feira. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 13.09.2022 - DEBATE-SP: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) - Debate entre os candidatos ao Governo de São Paulo promovido pela TV Cultura, jornal Folha de S.Paulo e UOL, no Memorial da América Latina, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista, nesta terça-feira. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) diz acreditar que a distância do ex-ministro para Rodrigo Garcia (PSDB) nas pesquisas de intenção de votos evidencia que a aposta feita na polarização deu certo e que São Paulo reproduzirá a disputa entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Nessa disputa, o atual governador ficou sem padrinho. Originalmente, o posto caberia a João Doria (PSDB), que desistiu da disputa à Presidência diante da alta rejeição ao seu nome e do isolamento dentro do próprio partido.

Nas contas dos membros da campanha de Tarcísio, à medida que for cada vez mais identificado como o escolhido do presidente, ele subirá mais ainda.

Eles também afirmam que já é possível comemorar que a tentativa do tucano de tentar colar em Tarcísio a pecha de forasteiro por ser carioca não vingou.

Esses aliados do ex-ministro visualizam duas âncoras das quais o tucano terá muita dificuldade de se livrar: as políticas de restrição de circulação para conter a pandemia da Covid-19 (que eles chamam de "fica em casa, a economia a gente vê depois") e o aumento de impostos no mesmo período.

Por todos esses fatores, eles afirmam que o cenário mais provável é o de um segundo turno contra Haddad.