Campeã do concurso Miss Plus Size 2020 luta contra o preconceito no meio...plus size

Regiane Jesus
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Picasa / Divulgação

RIO — Orgulho GG, Priscila Torres, eleita Miss Pluz Size Rio de Janeiro 2020, tem para dar e vender. Fome de representatividade também! Ativista da causa, a representante comercial, de 35 anos, moradora do Engenho da Rainha, sabe que ir à praia de biquíni ou postar fotos em suas redes sociais em trajes de banho é um ato político, assim como lutar contra os padrões estéticos que ditam o mundo da moda.

O que não se imagina é que a passista, torcedora da Vila Isabel, se sinta vítima de preconceito mesmo dentro do mercado voltado para as mulheres que não vestem P ou M. A sua vitória no concurso idealizado por Eduardo Araúju, diz, significa um ato de resistência contra as campanhas publicitárias plus size que privilegiam as modelos que usam 46 ou 48.

— O meio plus é preconceituoso com o meio plus. Eu visto manequim 52 ou 54 e sinto a necessidade de ver nas lojas tamanhos maiores, como os que eu uso. Na verdade, o mercado que ganhou mais espaço foi o do plus mignon, de manequim 46, 48. Querem colocar padrão onde não deve ter padrão. Sofro preconceito por ser gorda, negra e mulher, mas estou aqui para quebrar barreiras e lutar por representatividade — diz Priscila, que mantém o perfil @pris_oliver2017 no Instagram.

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