Campeão sub-18, Fluminense feminino estreia no Brasileiro A2 em busca de feito inédito no profissional

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O Fluminense inicia sua trajetória no Brasileirão Feminino A2 neste domingo, contra o Vila Nova, às 15h. Após ser campeão do sub-18, o time conta com as joias da base e também com alguns reforços para chegar até às semifinais da competição. Além de conseguir o acesso inédito, o tricolor quer se estabelecer de vez como o time que revela não só os “moleques”, mas também as “meninas de xerém”.

As 36 equipes da segunda divisão do Campeonato Brasileiro são divididas em seis grupos. O Fluminense divide o Grupo D com Alético-GO, Criciúma, Bragantino, Sport e Vila Nova, que se enfrentarão em turno único. Os dois primeiros colocados de cada grupo mais os quatro melhores terceiros colocados se classificarão às oitavas de final, e apenas os semifinalistas são promovidos à Série A1.

Tabela do Fluminense

1ª rodada — Fluminense x Vila Nova (ES) —16/05 — 15h — Laranjeiras2ª rodada — Criciúma x Fluminense — 23/05 — 15h — Heriberto Hulse3ª rodada — Fluminense x Bragantino — 30/05 — 15h — Laranjeiras4ª rodada — Fluminense x Sport — 06/06 — 15h — Laranjeiras5ª rodada — Atlético-GO x Fluminense — 18/06 — 16h30 — Antônio Accioly

O tricolor integrou seis novas atletas ao seu elenco nesta temporada, e conta com o reforço de outras quatro que eram da equipe sub-18 (Tarciane, Núbia, Luany e Andressa Magalhães), e que passaram a reforçar a equipe adulta. A goleira Ravena, a meia Luiza Travassos, Sabrina Amorim e Carol Valle se revezarão entre as competições de base e a principal.

Conheça o elenco do Fluminense

Para Amanda Storck, gestora do futebol feminino do Fluminense, a mistura de jogadoras jovens e experientes é a fórmula de sucesso da equipe.

— É um formato que gosto mais de usar. Meu maior objetivo no futebol feminino é a formação de atletas. Mal se falava de futebol feminino, imagina de base feminina — afirma Storck. — Há limitação financeiras também. No Fluminense, terei mais sucesso usando as atletas que a gente está formando. A Tarciane, por exemplo, está com a gente desde o início do projeto. Ela sabe a forma como o Fluminense joga, conhece a treinadora.

Uma das revelações da base, a zagueira Tarciane, garantiu seu espaço na seleção brasileira sub-20, e estampa a campanha do novo uniforme do Fluminense, lançado nesta semana. Aos 17 anos, ela faz parte da leva de jogadoras vindas do projeto “Daminhas da Bola”, criado pela técnica Thaissan Passos e apoiado pelo Fluminense.

— Estamos evoluindo durante todo este tempo que batemos na trave e desenvolvendo nosso trabalho dentro do clube, desde a base até a categoria adulta, pensando no futebol feminino do Fluminense como um todo. Tenho certeza que estamos no caminho certo, focados 100% para buscar o acesso à A1 — afirma a técnica.

Thaissan é a idealizadora do projeto que ajudou a expandir as categorias de base do time até o sub-12, e contribui para ao desenvolvimento do futebol feminino como um todo.

— Acredito que nenhum elenco pode ser só de atletas experientes ou só de atletas jovens, o que faz dar certo é o equilíbrio. A vitalidade das mais jovens, a correria, se completam com a experiência das meninas mais rodadas, elas conhecem os atalhos do campo — disse a treinadora.

Em 2019, no primeiro ano do retorno da modalidade ao clube, o Fluminense chegou às oitavas de final do Brasileiro Feminino A2. Foram 3 vitórias e 4 gols marcados na competição. No ano seguinte, as Guerreiras também chegaram às oitavas, somando 4 vitórias e 11 gols marcados.

Neste ano o Fluminense ficou com o vice-campeonato Carioca e com a artilharia da competição: atacante Letícia Ferreira marcou 15 gols. A conquista mais expressiva da equipe até então foi a última edição do Brasileiro sub-18 sobre o Internacional (campeão no ano anterior).

— Foi o primeiro título do futebol feminino doFluminense nesta retomada. Tivemos um time na década de 1990, sem ter campeonato oficiais. Em 2005, voltou com o futsal e a Thaissan, nossa treinadora, foi atleta. Mas com Campeonato Braisleiro, só em 2019. Esse título do sub-18 vem para nos mostrar que estamos no caminho certo. Mostrou que é possível conseguir os resultados que buscamos dentro de campo. As meninas do adulto estão muito mnais motivadas para buscar esse acesso na A1. Nós ficamos no quase por dois anos no Campeonato Carioca. Isso só prova que estamos no caminho certo — avalia Amanda.

Opinião das especialistas

Isabelly Morais, repórter e narradora da Band: "O Fluminense vem lutando pra subir e destaco muito o trabalho da Thaissan, uma liderança fundamental pro futebol feminino tricolor. O clube tem uma base com bons potenciais e que acabou de se destacar no Sub-18. Me alegra muito ver projetos que olham com carinho pra formação. No grupo do Flu na A2, olho no Bragantino, que fez um Paulista bem interessante na última temporada"

Sharon Prais, repórter do Saudações Tricolores: "O Fluminense em 2021 completa sua terceira temporada competindo oficialmente. Foram dois vices estaduais no principal e um título brasileiro sub-18. Claro que conquistas não são a única forma de avaliar um trabalho, mas são bons indicadores. A Thaissan tem empenho em trabalhar pela modalidade que não permitem colher maus frutos e o reflexo disso é tanto o Fluminense, quanto o Daminhas da Bola, que já revelou alguns dos destaques da nossa base, como a Luany e a Tarciane"

Camilla Carelli, repórter da Rádio Globo: "Nessa temporada, o Fluminense tem condições de chegar às fases finais da Série A-2 ou, pelo menos, avançar às oitavas de final. Não apenas pelo elenco que equilibra jogadoras com experiência na competição e boas revelações do time vice-campeão brasileiro sub-18, mas principalmente pela estrutura de trabalho em 2021. Esse foi o maior investimento que o Fluminense fez neste ano. Integrar o futebol feminino à estrutura de Xerém e a base das duas modalidades foi uma decisão que se mostrou muito acertada e um diferencial de qualidade na preparação que justifica a briga por uma vaga na série A-1 em 2022"

Tatiana Furtado, repórter do Jornal O Globo: "As contratações do time para este ano mostram que elas querem dar um passo a mais na competições. Já bateram duas vezes na trave das oitavas de final. O time ganhou experiência de jogadoras que já rodaram em times da Série A. Mas a disputa na A2 não será fácil, com times tradicionais como o Iranduba tentando voltar à elite"

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