Campeões da Copa Conmebol podem ser reconhecidos por entidade como campeões da Copa Sul-Americana, segundo rádio; entenda

Na próxima terça-feira (19), segundo o programa Estádio 3, da rádio argentina Cadena 3, a CONMEBOL reconheceria em seu ranking o mesmo peso para campeões da Copa Conmebol e da Copa Sul-Americana, o que beneficiaria antigos vencedores da competição, como o Atlético-MG (campeão em 1992 e 1997), o Botafogo (1993), São Paulo (1994), Santos (1998), além dos argentinos Rosario Central (1995), Lanús (1996) e Talleres (1999). Consultada pelo EXTRA, a entidade ainda não confirma o possível fato.

A unificação de pontos entre a Copa Conmebol e a Copa Sul-Americana seria um pedido dos sete clubes campeões da competição, em vista ao Ranking da entidade, que é importante na definição de sorteios da Copa Libertadores da América, e também da Copa Sul-Americana na atualidade. Uma unificação mexeria com o ranking de forma abrupta, e seria importante para definir futuros cabeças de chave de competições. Por exemplo, com uma eventual mudança, o Atlético-MG passaria a estar no top 10 do ranking, e favorito a estar quase sempre "pote 1", onde estão os melhores rankeados, em qualquer uma das duas competições CONMEBOL que disputasse.

Se ocorrida, a alteração seria no coeficiente histórico da edição de 2022 do Ranking. A história representa o primeiro critério da classificação, em que no período analisado que seria de 1960 a 2012 na Libertadores, o prêmio é de 100 pontos para campeões, 50 para vices e 30 para semifinalistas - além de 8 pontos por vitória e 4 por empates da fase de grupos em diante. Na Copa Sul-Americana, o período analisado sem a Copa Conmebol seria entre 2002 e 2012, com 60% dos pontos da Libertadores, ou seja, 60 pontos para campeões, 30 para vices, 18 para semifinalistas, além de 4,8 por vitória e 2,4 por empate.

O segundo critério é o desempenho dos clubes em campeonatos locais e continentais nos últimos 10 anos, neste caso, o período analisado seria entre 2013 e 2022. São 50 pontos por ano em torneios nacionais realizados pelas respectivas confederações ou associações nacionais, porém, diferente do coeficiente histórico, seus pontos tem decréscimo de 0,1 no peso em todos os anos. "Caso haja mais de um campeão, a pontuação será dividida equitativamente entre os campeões", segundo a entidade.

Analisando apenas os dados do Ranking de 2021 e adicionando as colocações finais, sem cálculo dos resultados, a mudança poderia ter efeitos imediatos, se surtida efeito. O Atlético-MG ganharia ao todo, com 2 títulos, 1 vice-campeonato e 2 semifinais, mais 186 pontos, isso sem os cálculos de jogos, o que já faria ultrapassar o Independiente-ARG no top 10 do ranking. Outros clubes poderiam ganhar na competição, como o Santos, que aumentaria 60 pontos em seu ranking pelo título, o São Paulo, que ultrapassaria o Athletico-PR com os pontos da Copa Conmebol de 1994, pulando para a 12ª posição. O Botafogo, campeão em 1993, seria quem mais ganharia com a mudança, saltando duas posições, de 50º para 48º.

Além disso, outros times semifinalistas poderiam ser premiados, como o Corinthians, que esteve lá em 1994, eliminado pelo São Paulo, ou o Vasco, eliminado na semifinal pelo Independiente Santa Fe-COL, em 1996, e poderiam ganhar 18 pontos cada em caso de mudança. Ao Timão, a mudança não faria diferença, já ao time da Colina, serviria para saltar uma posição, ultrapassando o Tolima-COL na 60ª posição. Outros semifinalistas, como o Sampaio Corrêa (1998) e o São Raimundo-AM (1999), assim como o CSA, finalista da edição de 1999, passariam assim a constar no ranking da entidade.

A Copa Conmebol foi realizada de 1992 a 1999, como uma tentativa da CONMEBOL, à época, de emular na América do Sul, o modelo de três competições continentais vigente na Europa, uma vez que já existiam a Copa Libertadores da América e a Supercopa dos Campeões da Libertadores. Neste torneio, nas primeiras edições, inicialmente jogavam os melhores fora do grupo dos campeões nacionais, que jogavam a Libertadores, em um modelo semelhante ao da Copa da UEFA - atual UEFA Europa League.

Inicialmente, a competição tinha forte adesão, e não tinha restrições, o que fazia com que clubes que disputassem também a Supercopa dos Campeões da Libertadores, como o São Paulo, em 1994, participassem da disputa. Mas a falta de datas no calendário, que fazia até mesmo com que o próprio Tricolor Paulista disputasse e ganhasse a Copa Conmebol com um time de garotos conhecido como "Expressinho", fez com que, a partir de 1995, clubes que participassem da Supercopa, não pudessem participar da Copa Conmebol, o que colaborou para o esvaziamento da competição. A partir de 1998, com o nascimento da Copa Mercosul e da Copa Merconorte, que abarcavam os times de maior peso comercial naquele momento em seus respectivos países, a copa foi diminuindo, até que após a edição de 1999, que teve diversas desistências antes do começo da disputa, a entidade optou por extinguir a competição.

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