Campeonato de surfe em Noronha tem dupla monitorando tubarões

Renato de Alexandrino
Antônio Morais e Fábio Borges

FERNANDO DE NORONHA — Em uma ilha com vida marinha abundante e ecossistema equilibrado, é mais do que normal a presença de tubarões. Em Fernando de Noronha não é diferente. Uma média de seis 'dentuços', para usar um termo popular, são avistados por dia. Não há, porém, motivo para pânico durante o Oi Hang Loose Pro. Surfistas garantem estar acostumados com a presença dos animais, e duas pessoas trabalham no campeonato monitorando a movimentação dos tubarões durante a etapa do Qualifying Series, divisão de acesso do surfe mundial.

Leia mais:Campeão no ano passado, Jadson André estreia bem no QS de Fernando de Noronha

Antônio Morais e Fábio Borges passam o dia inteiro de olho nas imagens geradas por um drone que fica sobrevoando a área de competição na praia da Cacimba do Padre. Especialmente no começo do dia, hora em que os tubarões estão se alimentando, não é raro que eles passem próximo aos surfistas. O protocolo de segurança - alertar um jet-ski do corpo de bombeiros - só é acionado em último caso.

— O jet-ski só entra em ação se aparecer um tubarão-tigre, que é mais raro, ou se um tubarão-limão for se alimentar muito no raso, perto da zona de arrebentação das ondas, o que poderia ocasionar um acidente em caso de queda de um surfista. Só vamos parar uma bateria em condições extremas, não queremos criar uma ideia de pânico - diz Fábio, fotógrafo e documentarista.

No ano passado, um acidente como o citado por Fábio aconteceu antes do campeonato ter início. Um surfista caiu sobre um tubarão, no raso, e acabou mordido. Por isso a dupla foi contratada este ano.

— Temos que bater na tecla de que não foi um ataque, e sim um acidente. O tubarão está na casa dele, nós que somos os invasores - diz Fábio.

Entre os competidores, também parece não haver preocupação. Campeão em Fernando de Noronha no ano passado, Jadson André garante surfar relaxado na Cacimba do Padre, ao que contrário do que acontece em outros lugares:

— Sou o cara mais medroso do mundo. Não consigo surfar bem e à vontade em locais como Austrália e África do Sul. Aqui eu não me importo. Vejo tubarão todo dia, toda hora que estou surfando, e não tenho nenhum medo de ataque.

Após um dia de chuva e poucas baterias na quinta-feira, a sexta amanheceu com sol e previsão de dia cheio de disputas na Cacimba do Padre. O Oi Hang Loose Pro tem prazo para ser encerrado até domingo.

* O jornalista viaja a convite da organização do evento Em uma ilha com vida marinha abundante e ecossistema equilibrado, é mais do que normal a presença de tubarões. Em Fernando de Noronha não é diferente. Uma média de seis 'dentuços', para usar um termo popular, são avistados por dia. Não há, porém, motivo para pânico durante o Oi Hang Loose Pro. Surfistas garantem estar acostumados com a presença dos animais, e duas pessoas trabalham no campeonato monitorando a movimentação dos tubarões durante a etapa do Qualifying Series, divisão de acesso do surfe mundial.

Antônio Morais e Fábio Borges passam o dia inteiro de olho nas imagens geradas por um drone que fica sobrevoando a área de competição na praia da Cacimba do Padre. Especialmente no começo do dia, hora em que os tubarões estão se alimentando, não é raro que eles passem próximo aos surfistas. O protocolo de segurança - alertar um jet-ski do corpo de bombeiros - só é acionado em último caso.

— O jet-ski só entra em ação se aparecer um tubarão-tigre, que é mais raro, ou se um tubarão-limão for se alimentar muito no raso, perto da zona de arrebentação das ondas, o que poderia ocasionar um acidente em caso de queda de um surfista. Só vamos parar uma bateria em condições extremas, não queremos criar uma ideia de pânico - diz Fábio, fotógrafo e documentarista.

No ano passado, um acidente como o citado por Fábio aconteceu antes do campeonato ter início. Um surfista caiu sobre um tubarão, no raso, e acabou mordido. Por isso a dupla foi contratada este ano.

— Temos que bater na tecla de que não foi um ataque, e sim um acidente. O tubarão está na casa dele, nós que somos os invasores - diz Fábio.

Entre os competidores, também parece não haver preocupação. Campeão em Fernando de Noronha no ano passado, Jadson André garante surfar relaxado na Cacimba do Padre, ao que contrário do que acontece em outros lugares:

— Sou o cara mais medroso do mundo. Não consigo surfar bem e à vontade em locais como Austrália e África do Sul. Aqui eu não me importo. Vejo tubarão todo dia, toda hora que estou surfando, e não tenho nenhum medo de ataque.

Após um dia de chuva e poucas baterias na quinta-feira, a sexta amanheceu com sol e previsão de dia cheio de disputas na Cacimba do Padre. O Oi Hang Loose Pro tem prazo para ser encerrado até domingo.

* O jornalista viaja a convite da organização do evento