Campinas adia para abril retorno às aulas presenciais na rede municipal

MARCELO TOLEDO
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RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Quatro dias antes da data prevista para o início, as aulas presenciais na rede municipal de Campinas foram adiadas para abril, devido à pandemia do novo coronavírus. A retomada presencial deveria ocorrer na próxima segunda-feira (1º ), mas agora só ocorrerão, no mínimo, em 5 de abril. Até lá, as aulas seguirão de forma remota -como já ocorre desde o dia 8 de fevereiro, quando teve início o ano letivo. Com 69.402 casos confirmados da Covid-19 e 1.857 mortes na cidade, a prefeitura decidiu nesta quinta-feira (25) pelo adiamento do início do ano letivo devido à mudança no perfil epidemiológico das vítimas da doença -há mais jovens sendo atingidos- e a ocupação de leitos exclusivos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para vítimas da doença está alta. Além disso, a suspeita de circulação da nova cepa do coronavírus no município -a chamada variante de Manaus- e o grande impacto que o retorno às aulas provocaria na circulação de pessoas em toda a cidade contribuíram para a decisão do adiamento. Nesta quinta-feira (25), a ocupação de leitos de UTI sob gestão municipal vinculados ao SUS (Sistema Único de Saúde) está em 97%. Na rede estadual, está em 63% e, na privada, 78%. Embora anunciado nesta quinta, o adiamento das aulas presenciais começou a ser analisado, de acordo com a prefeitura, na segunda-feira (22), dia em que foram anunciadas novas medidas restritivas para Campinas pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos). A cidade adotará até o dia 1º a fase vermelha, mais restritiva, do plano de combate à Covid-19, para tentar reduzir a incidência da doença. Desde a última terça (23), somente serviços essenciais podem funcionar, como farmácias, supermercados, padarias, açougues, postos de combustíveis e hotéis. Restaurantes, shopping centers, academias, clubes e salões de beleza terão de encerrar as atividades até as 21h, enquanto bares terão de fechar uma hora antes.