Campos: Segundo turno será disputado entre Wladimir Garotinho e Caio Vianna

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O segundo turno das eleições para a prefeitura de Campos dos Goytacazes será disputado entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). O filho dos ex-governadores do Rio recebeu 42,91% enquanto o segundo colocado recebeu 27,69%.

A disputa pela vaga da prefeitura de Campos passou pela justiça. No sábado, o juiz da 76ª Eleitoral de Campos, Glicério de Angiolis Gaudard, determinou que o nome do candidato Wladimir Garotinho (PSD), filho do casal de Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, constasse no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) como deferido. No entanto, no site do Tribunal Superior Eleitoral do Rio, sua candidatura continua constando como "anulado sob júdice".

A impugnação de sua candidatura ocorreu por causa do seu vice, Frederico Paes, que foi barrado na Justiça Eleitoral por descumprir o prazo de desincompatibilização. A alegação é que o empresário permaneceu como diretor do Hospital Plantadores de Cana (HPC) e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Saúde da Região Norte Fluminense (SindihNorte) fora do prazo exigido pela legislação eleitoral para desincompatibilização. O pedido de impedimento foi feito por Calil.

A família Garotinho tenta recuperar a prefeitura de Campos dos Goytacazes após a derrota nas eleições de 2016. No pleito, o candidato Dr.Chicão (PR), indicado pela família, perdeu para Rafael Diniz (PPS). A derrota ocorreu após Rosinha Garotinho ter governado a cidade por oito anos.

Os pais de Wladimir Garotinho (PSD) têm uma longa história política, que envolve muitas acusações de crimes e até prisões. Garotinho foi preso pela Polícia Federal em 16 de novembro de 2016, num desdobramento da Operação Chequinho, que investigava a compra de votos durante eleição em Campos. A passagem dele pela prisão ficou marcada por uma cena de tumulto e berro na transferência para Bangu 8. Em 2017, o ex-governador seria condenado a 9 anos e 11 meses de prisão e preso mais uma vez. A justiça determinou prisão domicilar de Garotinho e semanas depois a prisão foi revogada. Em 22 de novembro do mesmo ano, ele seria preso mais uma vez, junto com a mulher, Rosinha Garotinho. Ele foi solto depois de 29 dias.

Em 3 de setembro de 2019, Garotinho teve outra passagem pela prisão, sob acusação de superfaturamento de contratos entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita (2009/2016). Menos de 24 horas depois, a decisão foi revogada pelo desembargador Siro Darlan, plantonista do Tribunal de Justiça.

Rosinha foi presa junto com o marido no dia 22 de novembro na Operação Caixa d'Água, da Polícia Federal. Eles foram acusados, ao lado de outras seis pessoas, de integrar uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar as próprias campanhas eleitorais e a de aliados, inclusive mediante extorsão. Ela foi solta dias depois. Em setembro de 2019, assim como o Garotinho, ela também teve uma breve passagem pela prisão sob acusação de superfaturamento na prefeitura de Campos. A ex-governadora foi solta pela mesma determinação de Siro Darlan que libertou o marido.