Canadá aplica novas sanções a grupos e funcionários do Irã por execuções

O governo do Canadá anunciou, nesta segunda-feira (9), uma nova rodada de sanções contra organizações e funcionários do Irã acusados de cumplicidade com o governo em "sua repressão brutal das vozes corajosas iranianas".

"O Canadá se solidariza com o povo iraniano, que continua sofrendo graves violações de seus direitos humanos mais fundamentais", disse a ministra das Relações Exteriores, Mélanie Joly.

"O regime iraniano deve pôr fim a sua horrível repressão dos protestos", assinalou.

A Justiça iraniana anunciou três novas sentenças de morte nesta segunda, 48 horas depois da execução de dois manifestantes, o que provocou uma nova onda de indignação internacional.

O governo canadense decidiu sancionar, em particular, a Fundação 15 Khordad, que "financia as operações do mais alto escalão do regime" e "implementa as políticas internas" das autoridades iranianas.

Esta fundação, que durante anos ofereceu uma recompensa para quem matasse Salman Rushdie, escritor britânico-americano nascido na Índia, também enfrenta sanções dos Estados Unidos desde o fim de outubro.

Além disso, o Canadá determinou sanções contra organizações vinculadas à imprensa iraniana, como o jornal Iran, acusado de difundir desinformação e propaganda do regime, assim como o Conselho de Vigilância da Imprensa, órgão capaz de fechar meios de comunicação e revistas.

O vice-ministro de Esportes e da Juventude da República Islâmica, Vahid Yaminpour, "responsável pela propaganda estatal", que apresentava transmissões em um meio controlado pelo Estado que "difunde os argumentos do regime", também está na lista.

Os sancionados estão proibidos de realizar transações no sistema financeiro canadense e terão seus ativos no país congelados. Além disso, as pessoas afetadas estão proibidas de entrar em território canadense.

No total, o governo canadense impôs sanções contra 127 pessoas e 189 entidades iranianas nos últimos meses.

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