Canadá repatriará 23 cidadãos de acampamentos 'jihadistas' na Síria

O Canadá repatriará 23 cidadãos que permaneceram detido no nordeste da Síria em acampamentos para familiares de combatentes do grupo Estado Islâmico (EI) — disseram autoridades e um advogado na sexta-feira (20).

Trata-se da maior repatriação de familiares de combatentes jihadistas do EI já feita pelo Canadá.

Ontem, o Ministério das Relações Exteriores anunciou sua decisão de repatriar seis mulheres canadenses e 13 crianças.

E, posteriormente, um tribunal determinou que quatro homens que solicitavam a repatriação como parte do grupo também deverão ser levados de volta para o Canadá, informou a advogada Barbara Jackman, que representa um deles.

"A segurança dos canadenses é a prioridade máxima do nosso governo", frisou o Ministério das Relações Exteriores, em um comunicado.

A repatriação será realizada, depois que as famílias processaram o governo, alegando que Ottawa era obrigada a repatriar o grupo, em conformidade com a Carta Canadense dos Direitos e das Liberdades.

Até agora, o governo de Justin Trudeau vinha tratando as "famílias do EI" detidas caso a caso. Em quatro anos, apenas um pequeno grupo de mulheres e crianças foi repatriado.

Desde a destruição do chamado "califado" do Estado Islâmico na Síria e no Iraque em 2019, mais de 42.400 adultos e crianças estrangeiros suspeitos de terem vínculos com o EI foram mantidos em acampamentos na Síria, de acordo com a Human Rights Watch.

Segundo essa ONG, cerca de 30 cidadãos canadenses, incluindo dez crianças, permanecem nos acampamentos. Em outubro passado, o governo repatriou duas mulheres e dois menores que estavam na Síria.

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