Canal do Ministério da Justiça já recebeu 100 mil denúncias após atos golpistas

Endereço de email foi disponibilizado por pasta um dia depois de ataques aos Três Poderes

Email disponibilizado pelo Ministério da Justiça para o repasse de informações sobre golpistas que vandalizaram sedes dos Três Poderes já recebeu 100 mil denúncias. (AP Photo/Eraldo Peres)
Email disponibilizado pelo Ministério da Justiça para o repasse de informações sobre golpistas que vandalizaram sedes dos Três Poderes já recebeu 100 mil denúncias. (AP Photo/Eraldo Peres)

- Email disponibilizado pelo Ministério da Justiça para denúncias sobre os atos golpistas do dia 8 de janeiro já recebeu 100 mil denúncias;

- Além da pasta, o MPF, o MPDF e a Polícia Federal também disponibilizaram canais de denúncia;

- Ao todo, foram abertos três inquéritos para apontar responsáveis por atos antidemocráticos e vandalismo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Após os atos golpistas ocorridos no último dia 8 de janeiro, o Ministério da Justiça criou um canal para receber informações sobre possíveis responsáveis. A iniciativa deu resultado e, até o agora, já foram recebidas 100 mil denúncias pelo e-mail disponibilizado pela pasta.

O Ministério Público Federal, o Ministério Público do Distrito Federal e a Polícia Federal também criaram canais de denúncias.

Depois de repassadas à pasta da Justiça, essas informações passam por análise da Secretaria de Acesso à Justiça, chefiada por Marivaldo Pereira.

Para o jornal Estadão, ele explicou que o foco principal da equipe é, a partir dos dados remetidos ao Ministério, identificar tanto os depredadores que ainda não foram presos, como os organizadores e financiadores da ofensiva bolsonarista que deixou um rastro de destruição em Brasília.

Os dados dos denunciantes e as informações repassadas são sigilosos.

Este conteúdo não está disponível devido às suas preferências de privacidade.
Para vê-los, atualize suas configurações aqui.

Quatro inquéritos foram abertos para investigar os ataques promovidos às sedes dos Três Poderes no começo do mês. Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), são investigados os executores, possíveis financiadores e autores intelectuais dos atos, além de autoridades que possam ter se omitido ou coniventes com a violência.

Entre as autoridades investigadas, estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afastado do cargo por 90 dias; o ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, que estão preso.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou na lista dos investigados como suspeito de incitar atos antidemocráticos.