Câncer de mama: a importância da prevenção e do autoexame

Câncer de mama: a importância da prevenção e do autoexame (Foto: Getty Images) rosa
Câncer de mama: a importância da prevenção e do autoexame (Foto: Getty Images) rosa

Por Gabriela Kimura

Entenda por que conhecer seu corpo e ter acompanhamento médico é importante para prevenir o câncer mais comum entre as mulheres

Você sabe por que outubro é o mês mundial de prevenção do câncer de mama? A cor rosa remete ao laço símbolo da luta, que foi distribuída aos participantes da 1ª Corrida Pela Cura organizada pela Fundação Susan G. Komen For The Cure, realizada em Nova Iorque nos anos 90. Desde então, entidades e instituições se uniram para fomentar ações voltadas à prevenção do câncer de mama, o tipo mais comum entre as mulheres no mundo todo.
Todo ano, o Outubro Rosa visa prevenir e diminuir o risco de morte por conta desse tipo de câncer que, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), apresenta 28% de casos novos anuais. E a maioria deles apresenta um bom prognóstico, se diagnosticados no início.
Para se prevenir, é fundamental fazer acompanhamento médico uma vez por ano e também incluir o autoexame na sua rotina. Conversamos com a ginecologista e obstetra Flávia Nogueira para entender como a prevenção pode ser feita o ano todo, não apenas em outubro.

Fatores de risco

Apesar de não ter um fator único, estudos identificaram possíveis fatores que aumentam os riscos de desenvolver o câncer de mama.

● Mulheres com histórico familiar de câncer de mama, especialmente relacionado a mutação de genes transmitidos hereditariamente, como o BRCA 1 e BRCA 2;
● Histórico familiar de parentes consanguíneos, especialmente em idade jovem;
● Histórico familiar de câncer de ovário ou câncer de mama em homens;
● Aumento da exposição ao estrogênio, hormônio que, dentre várias funções, provoca o desenvolvimento das mamas (a partir da adolescência), faz parte da reposição hormonal e também de anticoncepcionais;
● Menstruação precoce (antes dos 12 anos);
● Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter filhos;
● Estilo de vida: ingestão de bebidas alcoólicas, tabagismo e sobrepeso e obesidade após a menopausa;

É importante salientar que, bem como em outros tipos de tumores, a idade é um fator importante. Isso porque acumula-se exposições ao longo da vida e, por isso também, mulheres acima dos 50 anos são mais propensas a desenvolver a doença.

Prevenção

Desde 2015, a recomendação brasileira é a realização da mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos a cada dois anos. E também o autoexame com frequência, pois ele é essencial no conhecimento do próprio corpo e ajuda a detectar qualquer alteração suspeita, que deve ser investigada junto ao profissional.
A ginecologista explica que os exames de check-up podem ser feitos uma vez por ano, na famosa consulta de rotina. São eles:
● Ultrassom de mama;
● Mamografia bilateral (a partir dos 40 anos ou caso apresente fatores de risco);
● Exames de sangue;
● Ultrassom transvaginal;
● Papanicolau;

“Os exames de prevenção em mulheres que nunca tiveram câncer de mama são os mesmos de rotina, com a inclusão de ultrassom de mama e mamografia bilateral. O que temos hoje para as mulheres com histórico de câncer de mama na família é a dosagem BRCA 1 e BRCA 2, inclusive alguns convênios já cobrem esse exame. Converse com seu médico”, afirma Flávia.

Autoexame

Assim como qualquer outra forma de prevenção, o autoexame não substitui a avaliação de um médico e nenhum outro exame. Ele serve, na verdade, para que a mulher possa também detectar mudanças nas mamas ao longo do ano, principalmente nos intervalos das visitas ao médico. Os nódulos (ou caroços) estão presentes em 90% dos casos, são fixos, indolores e são percebidos pelas próprias mulheres. “Realize o exame durante o banho e examine toda a mama usando os dedos para apalpar”, ensina.

Além do autoexame e dos exames de prevenção, fique atenta também a outros sintomas, como:

● Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
● Alterações no bico do peito (mamilo);
● Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
● Saída de líquido anormal das mamas;
● Coceira intensa na mama;