Candidato a deputado no Rio, Pazuello declara patrimônio de R$ 1,288 milhão à Justiça Eleitoral

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que vai ser candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 1,288 milhão. O bem mais valioso é um apartamento. Ele diz ser dono de 25% do imóvel, o que dá R$ 778.237.

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Pazuello, que é general reformado do Exército, também é sócio da empresa JA Leite Navegação Ltda. Ele diz ter participação de 25% na sociedade, o que dá R$ 297,5 mil, o segundo item mais valioso da lista dele.

O ex-ministro da Saúde será candidato pelo PL, o mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro. A gestão do militar à frente da pasta foi contestada pela forma como conduziu o combate à pandemia de Covid-19. O ex-ministro chegou a ser alvo de processo por causa da crise de falta de oxigênio em Manaus, no início de 2021, quando pacientes morreram asfixiados. Ele foi absolvido após mudança na lei de improbidade administrativa, que passou a exigir a comprovação do dolo — quando há a intenção de dano por parte dos gestores.

À Justiça Eleitoral, Pazuello também declarou ter participação de 25% em outros cinco imóveis, todos rurais, cujos valores vão de R$ 12,5 mil a R$ 18,75 mil, totalizando mais de R$ 71 mil.

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O militar informou ainda ser dono de um quarto de oito veículos automotores terrestres, o que pode incluir, por exemplo, carros, motocicletas e caminhões. Os valores vão de R$ 8 mil a R$ 35 mil. Juntos, valem R$ 117 mil.

Ele informou ainda ter R$ 20 mil em "outros fundos": R$ 5 mil referentes a 25% de título da sociedade hípica brasileira, e R$ 15 mil do título de sócio efetivo do Jockey Club Brasileiro. Declarou também ter R$ 3.750 na categoria "outras participações societárias".

Desde 2018, candidatos não precisam mais detalhar os bens que declaram à Justiça Eleitoral, como ocorria em eleições passadas. Assim, ao declarar a posse de um apartamento, por exemplo, não é preciso informar o endereço, tamanho e outras características. A mudança foi criticada à época por especialistas, que apontaram a falta de transparência no novo modelo de declaração adotado pelo TSE.

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