Candidato do PSOL propõe reforma agrária para combater a violência no Pará

Pará abriga sete das 13 cidades mais violentas na região da Amazônia (Getty Images)
Pará abriga sete das 13 cidades mais violentas na região da Amazônia

(Getty Images)

  • Adolfo Oliveira (PSOL) propõe reforma agrária e ordenamento territorial no campo;

  • Candidato ao governo do Pará ofereceu soluções para combater a violência;

  • Segundo ele, incidentes vão além de roubos e envolvem tráfico, garimpo ilegal e desmatamento.

Adolfo Oliveira, candidato ao governo do Pará pelo PSOL, sugeriu a reforma agrária e o ordenamento territorial como forma de combater a violência no campo. Ele participou, nesta terça-feira (6), da Sabatina Roma News.

Das 30 cidades mais violentas do Brasil, 13 ficam na região da Amazônia; dessas, sete são do Pará, sendo a mais violenta Jacareacanga. Ao ser questionado sobre como reverter o cenário, Adolfo chamou a atenção para o quanto que os crimes ambientais e disputas por terras e minérios – incluindo ouro – afetam a região e propôs soluções.

“O estado precisa atuar fortemente, porque não é só a polícia que resolve o problema. É ordenamento territorial, reforma agrária, diminuir a violência no campo, controlar atividades ilegais... Para [combater] isso, precisa de inteligência”, defendeu durante a entrevista.

Perguntado sobre o que fará, caso eleito, no âmbito da segurança pública, o candidato do PSOL reforçou que o primeiro passo é “fortalecer a rede de prevenção à criminalidade”, com base no entendimento de que um crime pode ser evitado por meio da escolarização e garantia de direitos básicos de crianças e jovens, e permitir que “o policial na rua esteja bem equipado e bem preparado. A gente não pode ter a polícia que mais mata e a polícia que mais morre”, apontou.

Adolfo ainda destacou que a violência é multifacetada e vai além de roubos e furtos, envolvendo casos de tráfico de drogas, garimpo ilegal e desmatamento. “Tudo isso são redes criminosas presentes no nosso estado e que alimentam a violência que acontece não só na periferia, como em todos os espaços. A gente só combate a criminalidade pensando nessa complexidade toda, como a violência é multifacetada a gente precisa combatê-la nas diversas frentes”.

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