Candidato no Rio, Fred Luz diz que Novo não tem mito nem salvador da pátria

LUANA MASSUELLA
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Fred Luz, candidato pelo Novo à Prefeitura do Rio, disse que está no partido para ir contra a política de mitos e salvadores da pátria. "Quando vêm esses mitos, esses salvadores da pátria, é o que vende essa grande mentira que está incrustada nos partidos. Eles [os partidos] manipulam isso há anos e anos e anos. (...) É contra isso que estamos aqui, para mudar a forma [de fazer política]", disse. O candidato criticou o modelo atual da gestão no Rio e falou em uma descentralização para "levar o poder para cada vez mais próximo das pessoas". "Infelizmente, aqui no Rio, a grande maioria dos candidatos, que está aí há muito tempo na política, é mentirosa. Mente constantemente e, quando não rouba, deixa roubar", disse em sabatina da Folha de S.Paulo, em parceria com o UOL, conduzida por Chico Alves, colunista do UOL, e Catia Seabra, repórter da Folha. LEI ALDIR BLANC E VACINA O Novo foi o único a orientar voto contrário na Câmara dos Deputados ao projeto de lei Aldir Blanc, um auxílio emergencial para artistas. Sobre o assunto, o candidato disse achar o "setor cultural primordial", mas ser contra privilégio. "Não tem que ter ajuda especial. Teve uma ajuda que foi dada pra todo mundo, pra quem trabalha em bar e restaurante, pra quem estava na economia informal, e isso atinge também o pessoal da área cultural", disse. O candidato ainda se posicionou contra a obrigatoriedade de vacinação contra Covid-19, mas se disse "100% a favor" de uma campanha. "Se a pessoa não quer fazer uma determinada atividade, ela tem o direito de não fazer", disse. "A cobrança nunca é via obrigatoriedade, eu não acredito nisso. A cobrança é via acompanhamento, esclarecimento, convencimento, direito de escolha", disse. FILIPE SABARÁ E BOLSONARO Sobre a expulsão do Novo de Filipe Sabará, durante a campanha à Prefeitura de São Paulo, Fred Luz disse que o candidato foi expulso por inconsistências no currículo, e não por ter elogiado medidas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), conforme alegou Sabará. "Ele foi expulso do partido porque infelizmente apresentou um currículo incorreto. Ele deu informações incorretas no processo seletivo do partido. E aí é um esperneio que as pessoas fazem", disse. Luz disse elogiar o presidente em "alguns aspectos, mas não gosta dele em tudo". Segundo ele, "o Novo não é atrelado a Bolsonaro". O candidato ainda afirmou ser a favor da política econômica do ministro Paulo Guedes e ser contra "furar teto" de gastos. DOAÇÕES NA CAMPANHA O candidato diz que o Novo não utiliza fundo partidário para a campanha eleitoral. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), cerca de 30% do dinheiro de campanha do candidato vem do diretório municipal do Novo. "Pela legislação, as doações que vêm do diretório também são identificadas as fontes de doações lá. São todas doações de pessoas físicas." Questionado sobre quem seriam os doadores, afirmou: "Eu não sei de cabeça, porque eu nem acompanho isso, mas tão lá na lista". Perguntado sobre a doação de um colecionador de vinhos, que teria feito doação de R$ 100 mil para sua campanha, Luz disse que se trata de um amigo e questionou doações, via fundo eleitoral, dos adversários. "Fico sempre impressionado, eu tenho quase R$ 900 mil de doações. E os outros candidatos? R$ 4,5 milhões, todos ali acima de R$ 3 milhões. Um caminhão de dinheiro, dinheiro de quem? O nosso dinheiro." O candidato ainda defendeu a redução de despesas na prefeitura e que não existe a necessidade de investir mais dinheiro público nas áreas da saúde e da educação. "Para duas áreas essenciais da prefeitura, que são a saúde e a educação, nosso diagnóstico é de que não precisa de mais dinheiro."