Candidato a vereador atingido por tiros ao vivo não consegue se eleger na Grande SP

ALFREDO HENRIQUE
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato a vereador que foi atingido por dois tiros quando fazia uma transmissão ao vivo pela internet, no último dia 9, em Guarulhos (Grande SP), não foi eleito após o fim das apurações dos votos do primeiro turno das eleições municipais, ocorrido neste domingo (15). Ele foi ferido na ocasião e encaminhado ao hospital, mas passa bem. Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo de Moura (PL) teve 1.023 votos. Outro candidato alvo de um atentado a tiros, também derrotado nas urnas, é o vereador Rafael da Hípica (MDB), que concorreu ao cargo de prefeito em Mairinque (71 km de SP). Ele ficou em quarto lugar, com 4.168 votos, correspondendo a 16,65% do total. A casa onde ele mora com os pais e o irmão foi alvo de tiros na sexta-feira (13). Ninguém se feriu. O vereador ficou 5.433 votos atrás de Toninho Gemente (PSD), eleito prefeito já no primeiro turno, com 9.601 votos, correspondendo a 38,36% do total de eleitores que votaram em Mairinque, ainda de acordo com o TSE. Diferentemente dos dois candidatos, a jornalista Solange Freitas (PSDB) conseguiu ir para o segundo turno na disputa pela prefeitura de São Vicente (65 km de SP), com 67.558 votos (41,47%), seguida de Kayo Amado (Pode) com 55.307 (33,95%). O carro blindado ocupado por ela e mais quatro assessores foi alvo de tiros, dados por um motociclista, no último dia 11. A candidata afirmou ao jornal Agora, ainda no dia do atentado, que havia sido ameaçada duas vezes durante sua campanha. "Depois de tudo que passamos nos últimos dias, da violência que sofremos, já nos sentimos vitoriosos com essa etapa, e esperamos um segundo turno justo e com mais respeito", afirmou a candidata, na tarde desta segunda-feira (16). A SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), afirmou que ainda não identificou o suspeito que atirou contra o carro da candidata à prefeitura de São Vivente. Um homem chegou a se apresentar na delegacia do litoral, afirmando ser o autor dos disparos. Porém, a polícia o desmentiu. Sobre os demais casos, a pasta não havia se posicionado até a publicação desta reportagem.