Candidatos à prefeitura de Macapá defendem nova mudança na data da eleição

Julia Lindner
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Assembleia Legislativa do Amapá
Assembleia Legislativa do Amapá

BRASÍLIA - Oito dos dez candidatos a prefeito de Macapá querem que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reavalie a nova data da votação para evitar que um eventual segundo turno ocorra na semana entre o Natal e Ano Novo. Após adiamento do pleito devido ao apagão no Estado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá determinou a transferência para os dias 13 de dezembro e 27 de dezembro, mas a decisão precisa ser referendada pelo TSE. A maioria dos postulantes ao cargo defende que o pleito aconteça em 29 de novembro e 13 de dezembro.

No documento, os políticos afirmam que não seria razoável o adiamento do pleito para uma data "tão distante". Para eles, "o prejuízo em termos financeiros e políticos serão imensuráveis, considerando o dispêndio de esforço e recursos já realizados pelas candidaturas majoritárias e proporcionais".

- "O motivo invocado para o adiamento das eleições, notadamente o baixo efetivo de força militar para manutenção da ordem nos locais de votação e garantia da segurança dos eleitores, podem ser equacionados com a requisição e o envio de tropas federais e a redistribuição do efetivo militar e civil hoje existente após a realização do 1º turno nos demais municípios do Estado do Amapá, não sendo razoável o adiamento da eleição para data tão distante" - diz trecho do documento.

O texto é assinado por três dos quatro melhores colocados nas pesquisas de intenção de voto, Patricia Ferraz (Podemos), Dr Furlan (Cidadania) e João Capiberibe (PSB). O líder nas pesquisas, Josiel Alcolumbre (DEM), não participa do pedido.

Os candidatos que assinam o documento alegam, ainda, que o TRE-AP não os consultou antes de estabelecer as novas datas e que os critérios adotados para a escolha não ficaram claros.

Na última quarta-feira, o TSE determinou o adiamento da eleição em Macapá, que ocorreria no próximo domingo, "até o restabelecimento regular da energia elétrica. A decisão atendeu a um pedido feito pela Justiça Eleitoral do Estado. O apagão, que atingiu 13 dos 16 municípios do Amapá, já dura mais de 10 dias e o fornecimento de energia funciona por sistema de rodízio desde sábado.

Segundo pesquisa Ibope divulgada há três dias, o empresário Josiel Alcolumbre (DEM) lidera as intenções de voto, com 26%; seguido por Patricia Ferraz (Podemos), 18%; Dr Furlan (Cidadania), 17%; e João Capiberibe (PSB), 13%. Na última pesquisa, Josiel registrava 36% das intenções de voto. Ele caiu nove pontos percentuais depois da crise.

Adversários políticos da família do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irmão de Josiel, questionaram o motivo do adiamento da votação ter sido determinado apenas em Macapá. Eles alegam que outros 12 municípios também sofrem com os efeitos do apagão, mas tiveram as eleições mantidas. O argumento do TRE-AP para a solicitação do adiamento apenas em Macapá é baseado em questões de segurança na cidade.