Candidatos à prefeitura de Niterói votam pela manhã e criticam nome da situação

Giovanni Mourão
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ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo
ROBERTO MOREYRA / Agência O Globo

NITERÓI — Os candidatos à prefeitura de Niterói registraram seus votos logo pela manhã. Representando a situação, Axel Grael (PDT) votou por volta de 10h30 no Instituto Gaylussac, em São Francisco. Acompanhado de sua esposa, do atual prefeito Rodrigo Neves, e de seu candidato a vice, Paulo Bagueira (SD), o pedetista se disse otimista sobre o resultado das urnas.

— Seja no primeiro ou no segundo turno, nós vamos ganhar essa eleição. Desejo que todos os eleitores votem com a vontade de ver a cidade avançando cada vez mais. Desenvolvemos um projeto de cidade em Niterói, algo que falta no nosso país e no nosso estado. Vamos concluir todas as obras que estão em andamento e trabalhar para que o niteroiense tenha cada vez mais qualidade de vida — resumiu.

Grael não compareceu a nenhum dos debates promovidos por diferentes instituições da cidade neste primeiro turno. Questionado se participaria de um debate caso avance ao segundo turno, o pedetista foi evasivo.

— Eu participei de todas as entrevistas que me foram solicitadas. Sou uma pessoa de diálogo: ao longo da gestão de Rodrigo (Neves), fizemos inúmeras audiências públicas. Farei o debate sempre que for uma estratégia que seja do nosso interesse — concluiu o ambientalista.

Segundo colocado na eleição municipal de Niterói em 2016, o candidato Felipe Peixoto (PSD) votou por volta de 11h30 no Centro Educacional de Niterói (Centrinho), no Pé Pequeno. Ao lado de seu candidato a vice, Bruno Lessa (DEM), Peixoto afirmou estar confiante na ida para o segundo turno contra Grael.

— Essa campanha começou muito fria, mas foi esquentando ao longo das semanas. Assim como eu, sei que todos lamentam muito a ausência do candidato da situação nos debates que ocorreram na cidade. Acho que isso é ruim para a democracia, pois o cidadão perde a oportunidade de conhecer as propostas de seu candidato. Demos toda a nossa energia nessa campanha, na certeza de que estaremos no segundo turno mais uma vez e, dessa vez, conseguiremos a vitória — disse Felipe, confiante.

O candidato do PSOL, Flavio Serafini, que ficou em terceiro lugar na majoritária de 2016, foi outro a lamentar a ausência de Grael nos debates e disse que sentiu o crescimento de sua candidatura nos últimos dias de campanha. Ele votou na Faculdade de Direito da UFF.

— A pandemia tirou uma parte das pessoas das ruas e limitou iniciativas de associações e meios de comunicação para realizar mais debates, deixando a eleição mais difícil. Acho que o fato do candidato do prefeito não ter participado dos debates também foi prejudicial à democracia. Apresentamos um programa construído com muita solidez e envolvendo centenas de pessoas. Esperamos chegar no segundo turno — declarou. — Somos a única candidatura de esquerda com potencial de ir ao segundo turno. Torcemos para que o fato de existir um maior número de candidatos de direita nessa eleição nos ajude, uma vez que esses votos podem ser fragmentados — concluiu.

A novata Juliana Benício (Novo) foi outra que disse acreditar numa chegada ao segundo turno e também criticou o candidato da situação. Ela, que votou no Instituto Gaylussac, aproveitou para ressaltar que sua candidatura foi a única a devolver verba de fundo eleitoral e a não usar recursos do fundo partidário.

— Tenho expectativa de ir ao segundo turno, mas desde já me sinto vitoriosa. Fizemos uma campanha linda, que orgulha muito não só a mim, mas a muitos niteroienses que conheceram nossas práticas, principalmente em relação ao nosso respeito ao dinheiro público. Elevamos o nível da política em Niterói, tenho certeza disso. Já estou fazendo o que eu quero para a minha cidade: lutar por ela. Foi um processo eleitoral muito desafiador, principalmente por causa da pandemia. Mas fico muito triste em ver o candidato da situação, que tem toda a máquina na mão, se ausentar dos debates democráticos — criticou Juliana.