Após acusação do Marrocos, Irã nega ter colaborado com Frente Polisário

Teerã, 2 mai (EFE).- O Ministério Relações Exteriores do Irã negou nesta quarta-feira que a embaixada iraniana na Argélia tenha colaborado com o partido Frente Polisário e negou as acusações recebidas ontem por parte do governo marroquino de armar, financiar e formar este grupo.

Em comunicado, o porta-voz do órgão, Bahram Qasemi, garantiu que "a não ingerência nos temas internos de outros países" foi e continuará sendo "um dos maiores princípios da política externa iraniana". Ele enfatizou que as acusações são equivocadas e ressaltou que "um dos princípios básicos mais importantes da política externa da República Islâmica do Irã foi e será o profundo respeito" aos outros países, o direito de soberania e segurança e a não interferência em temas internos.

O governo do Marrocos anunciou ontem o fim das relações diplomáticas com o Irã e o acusou de ajudar a Frente Polisário através do movimento xiita libanês Hezbollah. O ministro de Relações Exteriores do Marrocos, Nasser Bourita, disse a meios de comunicação que a ruptura foi informada por ele mesmo ao seu colega em Teerã e que logo após solicitou que o encarregado de negócios do Irã em Rabat deixe o território marroquino o mais rápido possível.

Segundo Bourita, o governo do Marrocos tem "provas e dados" de que pelo menos um diplomata da embaixada do Irã na Argélia foi por pelo menos dois anos "facilitador" entre o Hezbollah e o Polisário em ações destinadas a capacitar soldados para "ações de guerrilha urbana e ataques contra o Reino do Marrocos". EFE