Candidatos ligados a movimento pró-armas pedem apoio para reeleger Jair Bolsonaro em Brasília

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O Movimento Pró-Armas fez um ato neste sábado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para promover a campanha de pré-candidatos ligados ao grupo. O evento contou com a presença dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Daniel Silveira (PTB-RJ), que foram tietados como celebridades, e de um boneco inflável do presidente Jair Bolsonaro.

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Bolsonaro foi bastante citado pelos representantes do movimento armamentista que subiam ao carro de som para discursar.

— Nós estamos numa missão de resgate do patriotismo, do civismo e da instituição da família. E, para isso, precisamos reeleger o nosso presidente, Jair Messias Bolsonaro — exclamou o deputado estadual tenente-coronel Zucco (Rep-RS), que tentará uma vaga na Câmara dos Deputados.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) subiu ao carro de som para dizer que o seu pai é o presidente "mais democrata" que o "país já viu". Como se estivesse num ato de campanha, a plateia respondeu aos gritos de "mito". A maioria dos participantes usava roupas brancas ou camisetas com o nome de pré-candidatos. O seu irmão, Jair Renan, também participou do ato.

— O sonho de todo o ditador é ter um apoio popular gigantesco igual o Bolsonaro teve no 7 de setembro e ter eleições que não sejam transparentes. O maior democrata que esse país já viu se chama Jair Messias Bolsonaro — disse Eduardo Bolsonaro, que depois passou a listar as ações do presidente em prol da liberação de calibres aos chamados CACs (caçador, atirador e colecionador), cujos registros aumentaram exponencialmente no país durante o governo Bolsonaro.

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Já o pré-candidato a deputado distrital Ricardo Caiafa (PL-DF) minimizou a sua campanha em prol da do presidente.

— Aqui tem muitos pré-candidatos a federal e distrital de todos os estados. Mas isso é secundário. A minha pré-candidatura é secundária. Em primeiro lugar, todos nós temos uma missão. E essa missão nós temos que abraçar e cumprir à risca, que é reeleger o nosso presidente da República, Jair Bolsonaro — declarou ele, sendo ovacionado pelo público.

A Polícia Militar do Distrito Federal acompanhou o ato, mas não informou a estimativa oficial de participantes.

Em outro momento, um interlocutor pediu a palavra para dizer que ali todos eram "representantes" de Bolsonaro, assim como do ex-ministro Tarcísio de Freitas, pré-candidato ao governo de São Paulo.

Além da defesa da candidatura do presidente, os políticos defenderam que o porte de armas deveria ser concedido à população como uma espécie de CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

— Para que as armas sejam como CNH. Cada brasileiro possa ter, assim, a sua CNH — discursou o policial federal Flavio Moreno, pré-candidato a deputado federal por Alagoas.

Os representantes do movimento também contaram como vêm se articulando em suas bases para promover a pauta armamentista em escolas, igrejas e Casas Legislativas.

— Nós estamos abrindo clubes de tiro. A arma é um instrumento do esporte e também de defesa. E estamos conscientizando, não só as igrejas, as escolas, para mudar o Brasil. E não deixar o Brasil ser escravizado por esse comunismo — disse o deputado estadual delegado Cavalcante (PTB-CE).

O evento também teve críticas e ameaças ao ex-presidente Lula. No trio elétrico, o deputado estadual coronel Sandro (PL-MG) lembrou a frase na qual o petista disse que iria transformar clubes de tiro em escolas.

— Em Minas Gerais, aquele vagabundo do Lula disse que vai acabar com os clubes de tiro. Quero ver se ele tem colhão para isso, quero ver se ele é macho. (...) Ele defende a nossa escravização. Vamos derrotá-lo em outubro — afirmou ele.

O responsável por organizar o movimento foi o advogado Marcos Pollon, que é líder do Movimento Pró-Armas e também é pré-candidato a deputado federal pelo Mato Grosso do Sul.

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