Candidatos do partido de Bolsonaro depredam placa em homenagem a Marielle Franco

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Rodrigo Amorim e Daniel Silveira depredaram placa em homenagem a vereadora assassinada do PSOL. Foto: Reprodução/Instagram
Rodrigo Amorim e Daniel Silveira depredaram placa em homenagem a vereadora assassinada do PSOL. Foto: Reprodução/Instagram

Rodrigo Amorim e Daniel Silveira provocaram revolta nas redes sociais nesta quarta-feira. Ambos são apoiadores de Jair Bolsonaro e candidatos por seu partido. A dupla viralizou na internet com imagens e um vídeo produzidos por eles mesmos em que aparecem depredando uma placa em homenagem a vereadora Marielle Franco.

Marielle era vereadora do PSOL no Rio de Janeiro e foi brutalmente assassinada com três tiros na cabeça e um no pescoço no dia 14 de março de 2018. Até hoje, a polícia não conseguiu concluir a investigação do caso e levar a justiça os autores do assassinato.

A morte de Marielle Franco que era socióloga e desenvolvia importante trabalho na defesa dos Direitos Humanos e no combate a violência policial no estado fluminense causou comoção em todo o mundo. Tanto que uma placa em sua homenagem foi colocada por eleitores como protesto. A homenagem ficou meses intacta até a ação de Rodrigo Amorim e Daniel Silveira.

Amorim é advogado candidato ao cargo de deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Em seu perfil no Instagram, ele registrou o momento da depredação em vídeo. Ele também foi vice na chapa do filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro que foi derrotada na corrida eleitoral pela prefeitura do Rio em 2016.

Já Daniel Silveira é polícia militar e candidato a deputado federal também pelo partido de Jair Bolsonaro. Em seu perfil no Instagram ele ironizou a indignação do ato e chamou o ator e humorista Gregório Duvivier e a atriz Bruna Marquezine de artistas de “hábitos duvidosos”. Em outra publicação, ele também reclama de ter seu perfil bloqueado pelo Facebook e chama a empresa multinacional de “comunista”. De todos os candidatos à presidência da República, Jair Bolsonaro foi o único que não lamentou e se recusou a comentar o assassinato de Marielle Franco. “Sua opinião seria polêmica demais”, disse um assessor ao jornal Folha de S.Paulo em março deste ano. O Yahoo Notícias entrou em contato com o PSL para saber a posição do partido sobre o ato de seus candidatos e até o fechamento deste texto não obteve resposta.

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