Candidatura de Dilma é contestada no TRE de Minas

JOSÉ MARQUES
A ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Fernando Pimentel durante convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais, realizada na Quadra do Vilarinho, em Belo Horizonte (MG), neste domingo (5). (Fernando Moreno/Futura Press)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Logo após o PT de Minas Gerais registrar a candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado, nesta quarta (15), um advogado contestou o procedimento no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

No documento, ele alega que a Constituição prevê que um presidente da República condenado por crime de responsabilidade pelo Senado deve ficar inabilitado para qualquer cargo público por oito anos.

"Portanto, em 31 de agosto de 2016 o Senado deu um entendimento totalmente diverso do constituinte originário ao votar o fatiamento da pena da Dilma para não deixá-la inelegível. Mas agora cabe ao juízo eleitoral finalmente declarar a inelegibilidade da Dilma", disse o autor da contestação, Mariel Marley Marra.

Ele é o mesmo que, anteriormente, havia protocolado pedido de impeachment do presidente Michel Temer (MDB) e também do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). A ação contra Pimentel chegou tramitar na Assembleia Legislativa mineira, mas foi suspensa.