Candidaturas de deputados estaduais a prefeituras fracassam no Rio

André Coelho
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Thiago Lontra / Alerj

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Thiago Lontra / Alerj

Rio - A tentativa de aproveitar a visibilidade do mandato de deputado estadual não rendeu os resultados esperados para a maioria dos parlamentares que tentavam trocar a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) pelo comando de prefeituras no estado do Rio. Nove dos 13 deputados candidatos, quase 70% do total, viram o sonho de comandar o executivo ser interrimpido quando os votos foram contados no último domingo. Com o resultado abaixo do projetado, a renovação da Casa após as eleições municipais ficará bem abaixo da registrada em 2016, quando sete parlamentares deixaram a Alerj para assumir prefeituras.

Dos 13 candidatos do Palácio Tiradentes, só dois, Marina Rocha (PMB) em Guapimirim e Welberth Rezende (Cidadania) em Macaé, garantiram a eleição neste domingo. O deputado Renato Cozzolino (Progressitas), ficou em primeiro lugar em Magé, mas sua eleição ainda depende do julgamento de um recurso no TRE contra o indeferimento da canditatura. Um deputado, Léo Vieira (PSC), vai disputar o segundo turno em São João de Meriti contra o atual prefeito, Dr. João (DEM), que ficou em primeiro lugar.

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Assim como aconteceu em diversas capitais em que candidatos apoiados pelo presidente Jair Bolsonaro tiveram desempenho fraco, deputados que fazem parte da tropa mais fiel ao presidente na Alerj também fracassaram nas urnas. É o caso de Dr. Serginho (Republicanos), um dos líderes bolsonaristas no legislativo, que perdeu a eleição em Cabo Frio para o candidato do PDT, José Bonifácio, ex-prefeito da cidade nos anos 1990.

Em Duque de Caxias o deputado Marcelo Dino (PSL), outro dos mais estridentes defensores das pautas caras ao presidente na tribuna da Alerj, ficou mais de 140 mil votos atrás do primeiro colocado, o atual prefeito Washington Reis (MDB). Dino não conseguiu forçar um segundo turno na cidade, e aguarda a decisão da justiça eleitoral sobre a candidatura de Reis, que havia sido indeferida.

Entre os candidatos da esquerda, a mais bem colocada foi Martha Rocha (PDT), que ficou em terceiro na disputa pela prefeitura do Rio, com 297 mil votos. Já Renata Souza (PSOL) amargou o sexto lugar, com 85 mil. Quem teve desempenho bem abaixo do esperado foi Flávio Serafini (PSOL), que recebeu 23,8 mil votos para a prefeitura de Niterói. Apesar de ter ficado em segundo lugar, o resultado ficou bem abaixo da disputa de 2016, quando ele recebeu 47 mil votos.