Caneta leva a suspeito de estuprar e matar Rayane; homem confessa crime

Reprodução/Facebook

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) prendeu o suspeito de matar a estudante Rayane Paulino Alves, 16 anos, desaparecida por uma semana após deixar uma festa no dia 20 de outubro. Identificado como Michel Flor da Silva, 28, ele foi detido na madrugada desta quarta-feira (31) e confessou o crime aos policiais.

O corpo da jovem foi encontrado no último domingo (28) com um cadarço no pescoço e em estado avançado de decomposição. Ela foi localizada às margens da rodovia Ayrton Senna, no sentido capital, na altura da cidade de Guararema. 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Rubens José Ângelo, Rayane teria sido estuprada antes de morrer. A perícia atestou que ela morreu por asfixia.

Mãe de Rayane, a enfermeira Marlene Maria Paulino Alves reconheceu o corpo da garota nesta segunda (28) no Instituto Médico Legal (IML) de Mogi. “Ela reconheceu o esmalte que minha filha usava [nas unhas das mãos] no dia em que desapareceu depois da festa”, afirmou o pai da vítima, o atendente Márcio Paulino Alves, em entrevista à Folha de S. Paulo.

Suspeito identificado

A polícia chegou até o suspeito por meio de uma caneta encontrada próxima ao corpo da vítima. O objeto, que continha o logotipo de uma empresa, foi recolhido como possível prova.

“No momento da prisão do sujeito, em sua casa, os policiais perguntaram se ele tinha alguma caneta. Ele disse que sim. E pegou uma. Era idêntica à encontrada no lugar do crime. Era uma caneta de brinde, de uma empresa”, contou o delegado ao portal R7.

Em depoimento à polícia, Michel contou ter abordado a jovem na rodoviária de Guararema onde trabalhava como segurança. Ele ofereceu uma carona até Mogi das Cruzes e, no caminho, diz ter parado para manter relações sexuais com Rayane. Após o ato, ainda segundo seu relato, o suspeito disse que a menina ameaçou contar que havia sido estuprada por ele.

Nesse momento, Michel disse à polícia ter se descontrolado e asfixiado a estudante usando o cadarço da bota utilizada pela jovem. Ele responderá pelos crimes de homicídio qualificado e estupro.

Rayane ligou para a PM

O celular da jovem foi encontrado na quinta-feira (25) em Jacareí, a 60 quilômetros de distância da festa onde foi vista pela última vez no sábado (20).

Ao quebrar o sigilo telefônico do aparelho, a investigação descobriu que Rayane fez uma ligação para o telefone de emergência da Polícia Militar, às 2h10 do dia 21.

Segundo as duas amigas que foram ao evento com Rayane, a estudante teria anunciado que o pai a buscaria após ter bebido e passado mal. No entanto, o pai relata não ter sido procurado pela filha. (Com informações do portal R7 e da Folhapress)