Cantora estreia nas plataformas de áudio com quatro singles autorais

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RIO — “Fundamental é mesmo a música, é impossível ser feliz sem cantar e tocar”. A frase de Nádia Maron, inspirada nos versos assinados por Tom Jobim (1927-1994) em “Wave”, revela a identidade desta moradora do Maracanã que respira canções, em especial no ritmo da bossa nova. Aos 67 anos, a artista, com mais de quatro décadas dedicadas ao seu amor pelas letras e melodias, reinventa-se ao estrear nas plataformas de áudio com quatro singles autorais. Em parceria com o irmão Fernando Maron, a musicista compôs “Mil vezes te amo”, “Nanquim”, “Sinais” e “É amor”, todas já disponíveis para serem apreciadas sem moderação. Trabalhar em família, aliás, deixa-a em casa. Quando está no palco na companhia do filho, o músico Miguel Maron, a emoção é redobrada.

Nádia faz show com banda; solo, apenas na companhia do seu inseparável violão; e em trio, com o auxílio luxuoso do saxofonista Guilherme Brício. Mas dividir a cena apenas com Miguel ao seu lado tem um gostinho especial.

— Há nove anos, a gente começou a se apresentar juntos no Palco Iguatemi, na praça de alimentação (do atual Shopping Boulevard). Como Miguel tocava muito bem instrumentos de percussão e já tinha viajado o mundo inteiro com bandas de fanfarra, eu o convidei para trabalhar comigo. Para minha sorte, ele aceitou vir para a minha onda, que é a MPB, a bossa nova, mas sem abandonar a praia dele, claro. Eu já fiz shows com bateristas de primeira linha, mas a segurança que Miguel me dá é única. A nossa sintonia é perfeita — diz a também orgulhosa mãe da fisioterapeuta Joana Maron. —Estou muito feliz com essa parceria de palco e de vida, assim como com o lançamento de quatro músicas novas.

Professor de percussão na oficina do bloco da Orquestra Voadora e músico do bloco Céu na Terra, Miguel, morador da Tijuca, também é só elogios para a parceria que tem com Nádia, com quem se apresentou recentemente no bairro onde mora, mais precisamente nos jardins do Centro da Música Carioca Arthur da Távola:

— A minha mãe tem muito conhecimento musical, então essa troca só me faz evoluir como músico. É uma relação que envolve admiração, amor, respeito e uma cumplicidade única.

É nestes moldes que Nádia convive harmoniosamente com o ofício que é uma grande paixão. Quando não está nos palcos ou compondo, a cantora, que tem graduação em Música, dá aulas particulares de violão.

— Durante a pandemia, com a interrupção da agenda de shows, investi no meu trabalho como professora, o que também é um grande prazer. Neste período em que fiquei mais em casa, aproveitei também para compor. Mas já me sinto pronta para retomar, em segurança, os meus shows em festas, eventos e bares — ressalta.

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