Cantora de K-pop acusada de dever dinheiro diz que entrará com processo por difamação

Louise Queiroga
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A cantora de K-pop Hyeme, que ficou conhecida a partir de 2015 ao entrar no grupo Rania, foi acusada de não pagar uma dívida de 50 milhões de wones (R$ 240 mil) que teria pego emprestado de um fã, cuja identididade não foi revelada. Embora ela tenha entrado em um novo conjunto, lançado há apenas um mês, chamado Blackswan, a gravadora DR Music informou que seu contrato terminou e não foi renovado, marcando portanto sua saída do grupo, que debutou com o álbum "Goodbye Rania" no dia 16 de outubro. O Blackswan estreou no K-pop a primeira idol brasileira.

Sobre o caso, a DR Music se pronunciou por meio de nota nesta terça-feira, dia 10, informando que o consultor jurídico da empresa foi escolhido por Hyeme para entrar com medidas legais contra o autor das acusações, processando-o por "intimidação, assédio sexual e difamação devido à disseminação de informaçoes falsas e maliciosas". A própria agência também optou por tomar ações legais tanto contra o autor quanto contra o portal de notícias que revelou as alegações dele, por "obstrução de negócios e difamação". No comunicado, justificou que os boatos podem impactar as promoções do Blackswan.

De acordo com o portal de notícias "Dispatch", o fã registrou na polícia um boletim de ocorrência por fraude contra Hyeme no último dia 26. Ele relatou ter conhecido a artista através de redes sociais em dezembro de 2018. Em abril de 2019, teria ocorrido o primeiro pedido por um empréstimo. O fã disse que Hyeme alegou precisar de 5 milhões de wones (R$ 24 mil) devido a um problema na família. Com o passar do tempo, outras demandas teriam sido feitas, incluindo para arcar com as despesas de um apartamento.

O fã afirmou ter cobrado pelos empréstimos em março deste ano. Entretanto, contou que a artista teria mudado seu número de telefone e cortado contato com ele.

Hyeme também se manifestou:

"Em primeiro lugar, peço desculpas por prestar um péssimo serviço à agência e aos fãs devido ao meu comportamento descuidado".

Em sua versão, a cantora contou que quando conheceu o autor da denúncia, ele teria ido até ela presencialmente, lhe pedido em namoro e feito outras demandas "excessivas", como "sexo".

"Por isso tive que evitá-lo", disse Hyeme. "Além do empréstimo de 5 milhões de wones, a maioria das coisas foi fornecida voluntariamente pelo próprio 'A'. Isso inclui o cartão de crédito também. Ele invadiu minha privacidade vindo à minha casa sem nem mesmo entrar em contato comigo, mas eu não concordei com seus pedidos sexuais".

A artista ressaltou ter deixado clara para ele sua intenção em devolver os 5 milhões de wones. Ela reforçou ainda ter provas a respeito de sua versão dos fatos.

"E evitei contato com ele porque, como mulher, estava assustada com os pedidos contínuos de sexo ou sugestões de que nos encontrássemos", acrescentou. "Nunca cometi fraude ou o evitei com más intenções. Desde que nossas promoções começaram, não posso ‘desaparecer’ de qualquer maneira. Vou revelar todos os detalhes da verdade por meio do processo".

Segundo a DR Music, o contrato de Hyeme com a agência terminou no sábado, dia 7. Além disso, as atividades do Blackswan serão temporariamente interrompidas a partir desta quarta-feira, dia 11.