Cantora Luka faz sucesso em karaokê de restaurante no Rio e anuncia parceria com Dennis DJ

Ana Luisa Pontes
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Luka tem 40 anos e canta desde os 7

Sucesso nos anos 2000 com os hits “Tô nem aí” e “Porta aberta”, a cantora Luka está longe da mídia, mas segue na ativa. Aos 40 anos, a gaúcha é a principal atração musical do restaurante Katmandu, point dos famosos na Zona Oeste do Rio. Localizado em Vila Valqueire na Zona Oeste do Rio, o local já recebeu as presenças ilustres de Cleo, Ludmilla, Ferrugem e Belo, entre outros.

Luka faz apresentações semanais, sempre às quintas-feiras, em um evento chamado Bandarokê, em que os presentes podem se arriscar e cantar uma música em troca de um voucher no restaurante. As apresentações fazem parte do projeto “Live Luka”, com a proposta de mostrar um lado mais descontraído da artista:

— Existe a Luka que apareceu na mídia e há outra Luka, que toca de tudo. No meu show normal, eu não tenho a liberdade de tocar Jackson Five, Amy Winehouse ou coisas do gênero. Sempre quis ter esse espaço para cantar músicas variadas, mas faltava um lugar. Agora, encontrei!

A cantora ressalta também que encontrou no Bandarokê uma forma de se aproximar mais dos fãs que acompanham sua carreira há mais de 15 anos.

— É gratificante ver esse reconhecimento do público, observar que sempre tem gente que volta para me ver de novo. Não faço por dinheiro, eu não preciso. Faço porque gosto de estar aqui — enfatiza.

 

Envolvida com a música desde os 7 anos, quando começou a tocar violão, Luciana Karina, como foi batizada, conta que os fãs estão ao seu lado desde que começou a despontar. Em especial, o público LGBTQ, que, de acordo com a cantora, a segue nas redes sociais.

— Eu tenho uma gratidão enorme pelo público LGBTQ, que sempre abraçou as minhas músicas. Em “Porta aberta”, por exemplo, eu falo “então me aceite como eu sou e não me peça para mudar”. Eles se identificaram com isso e me abraçaram — explica.

Além de seus maiores sucessos, Luka conta o que não pode ficar fora das apresentações. Além de sertanejo, pop, rock e MPB, a cantora deixa um espaço para as músicas sobre empoderamento feminino:

— Eu adoro cantar músicas com essa pegada, e “Tô nem aí” não deixa de ser uma, né? É um grito de liberdade e não está ofendendo ninguém, apenas dizendo que a mulher está ótima! Acho, inclusive, que talvez seja uma das precursoras, antes dessa onda que se concretizou. Acho importante esse movimento das mulheres.

Mesmo 17 anos após o lançamento, “Tô nem aí” continua sendo pedida pelos fãs, e, segundo Luka, a nova geração tem contato com o hit por meio da atriz Larissa Manoela:

— Ela regravou a canção recentemente, e eu acho muito engraçado ver essa geração mais jovem perguntando para mim: “Tia, você canta a música da Larissa Manoela?”. Eu fiz questão de assistir ao show dela e eu vi todas aquelas pessoas cantando. Naquele momento, eu percebi que minha música se eternizou no coração das pessoas. Fiquei emocionada.

Paralelamente ao Bandarokê, Luka diz que 2020 será um ano de novidades. Parcerias com Dennis DJ, por exemplo, prometem trazer a musa dos anos 2000 de volta ao holofotes.

— Dennis entrou em contato comigo, e eu regravei “Tô nem aí” com uma versão nova, moderna. Ele já está tocando nos shows dele. Será lançada neste mês pela Sony. É quase pegar aquela roupa velha no armário, desconstruir e trazer de volta. Está incrível — adianta Luka.