Cantora Phoebe Bridgers revela aos fãs que fez aborto durante turnê

INDIO, CALIFORNIA - APRIL 23: Phoebe Bridgers poses backstage at the Gobi Tent at the 2022 Coachella Valley Music And Arts Festival on April 23, 2022 in Indio, California. (Photo by Matt Winkelmeyer/Getty Images for Coachella)
Phoebe Bridgers (mulher branca, de cabelo platinado preso; usa óculos escuros) posa para os fotógrafos durante o festival Coachella, em 2022 (Foto: Matt Winkelmeyer/Getty Images for Coachella)

Resumo da notícia:

  • Phoebe Bridgers revelou nas redes sociais que fez um aborto no ano passado enquanto estava em turnê

  • "Todo mundo merece esse mesmo acesso", disse a cantora, atração do Primavera Sound

  • Direito ao aborto corre o risco de ser derrubado nos Estados Unidos pela Suprema Corte

Phoebe Bridgers decidiu compartilhar uma experiência da sua vida pessoal em suas redes sociais. A cantora estadunidense de 27 anos, atração do festival Primavera Sound em São Paulo, fez um aborto no ano passado, enquanto estava em turnê.

“Eu fiz um aborto em outubro do ano passado, enquanto estava em turnê. Eu fui em uma clínica, me deram uma pílula abortiva. Foi fácil. Todo mundo merece esse mesmo acesso”, disse ela no Instagram e no Twitter.

A artista, que namora o ator Paul Mescal, da minissérie "Normal People", ofereceu o seu relato para fortalecer a campanha em defesa do acesso ao aborto nos Estados Unidos - direito legal garantido pela decisão Roe versus Wade, de 1973.

Na publicação, Bridgers ainda compartilhou um link do site The Cut com uma lista de fundações pró-aborto que estão recebendo doações.

Direito ao aborto em risco nos EUA

Um vazamento recente de documentos mostrou que o juiz Samuel Alito, da Suprema Corte dos Estados Unidos, estuda derrubar a permissão no país. Caso a lei seja alterada, 22 dos 50 estados americanos deverão proibir ou restringir a prática imediatamente.

Diante da confirmação da veracidade dos papéis, o presidente Joe Biden se manifestou contrário à decisão. "Se o tribunal revisar [o caso] Roe, caberá aos funcionários eleitos de nossa nação em todos os níveis de governo proteger o direito de escolha de uma mulher", disse ele.

Graças à decisão Roe versus Wade, mulheres têm direito ao aborto nos Estados Unidos nos primeiros três meses de gravidez e direitos limitados no segundo trimestre. O país registrou cerca de 630 mil abortos em 2019, de acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA.

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