Capital paulista tem 86 mil sem segunda dose

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16/06/2021, BRASIL  - A prefeitura de Sao Paulo Inicia hoje a vacinacao de quem tem 56 anos ou mais. A previsao e que nesta quarta-feira (16) comecasse, tambem, a vacinacao de quem tem 50 anos, como preve o calendario do estado. Movimentacao na UBS Max Perlman, na zona sul. (Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 16/06/2021, BRASIL - A prefeitura de Sao Paulo Inicia hoje a vacinacao de quem tem 56 anos ou mais. A previsao e que nesta quarta-feira (16) comecasse, tambem, a vacinacao de quem tem 50 anos, como preve o calendario do estado. Movimentacao na UBS Max Perlman, na zona sul. (Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 86 mil pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na cidade de São Paulo ainda não apareceram para tomar a dose de reforço dentro do prazo estabelecido. Neste sábado, as 82 AMAs/UBS (as unidades de assistência médica ambulatorial anexas às unidades básicas de saúde) estarão abertas para oferecer apenas a segunda dose da vacina tanto para as pessoas que perderam o prazo, quanto as demais.

Sozinha, a capital reúne 36% do total de faltosos de todo o Estado de São Paulo, público formado por 239,2 mil pessoas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desse total, 179,7 mil são aqueles que já tomaram a primeira dose da CoronaVac, e outros 59,5 mil, da Astrazeneca/Oxford.

Apesar de alto, o número representa 1,21% dos mais de 19,6 milhões de pessoas que já tomaram a primeira dose no Estado. Pelos dados do governo estadual, esse índice de faltosos vem caindo. No dia 4 de junho, eram 403,3 mil os faltosos que não haviam completado o esquema vacinal.

No caso da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, a orientação é que o reforço seja tomado de 21 a 28 dias depois da primeira dose. Já a vacina de Oxford/AstraZeneca conta com um intervalo maior, de 12 semanas após a primeira imunização.

Para a médica Mônica Levi, diretora da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), não é normal ressaltar que houve queda no número de pessoas que deixaram de tomar a segunda dose da vacina. "Era para não ter ninguém sem segunda dose. Estamos numa pandemia de uma doença que está matando muita gente e parece que as pessoas estão começando a se acostumar com isso", afirmou.

A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz para casos graves e mortes. "Embora todas as vacinas venham apresentando excelente performance no Brasil", diz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que realiza o trabalho de busca ativa para localizar as pessoas que ainda não receberam a segunda dose.

Segundo a pasta, entre os motivos da ausência estão desde uma mudança de endereço, como a espera por um acompanhante para ir ao local de vacinação, e até mesmo um esquecimento.

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