Caprichosos ganha força da Mangueira e da Imperatriz para voltar à avenida

Célia Costa
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Bruno Oliveira, carnavalesco da Caprichosos de Pilares

O carnaval irreverente que mistura política e humor da Caprichosos de Pilares, que ficou dois anos sem desfilar, ganhou um empurrão para voltar à avenida. Mas não será a Marquês de Sapucaí. A escola vai se apresentar na Intendente Magalhães, em Campinho. Para manter o costumeiro tom crítico da agremiação, o carnavalesco Bruno Oliveira vai reeditar um enredo de 1979 sobre o desmatamento da Amazônia.

A ajuda para dar a volta por cima está vindo do carnavalesco Leandro Vieira, que assina os enredos da Mangueira e da Imperatriz. Ele, que já trabalhou na escola de Pilares, doou fantasias e ferragens para carros alegóricos:

— Tenho um enorme carinho pela Caprichosos. Foi lá que assinei o meu primeiro desfile, em 2015. O enredo foi “Na minha mão é mais barato”, que criticava as relações comerciais no mundo do carnaval. Graças ao resultado desse trabalho, fui convidador para fazer a Mangueira.

Por não ter desfilado durante dois anos, a escola foi rebaixada para o Grupo de Avaliação, o último na organização dos desfiles. Mas, numa disputa envolvendo a festa na Intendente Magalhães, a Caprichosos acabou saindo da Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil (Liesb) e se unindo a uma nova associação, a Livres. Com esse rompimento, foi parar no Grupo B e vai desfilar na terça-feira de carnaval.

Sem subvenção da prefeitura, a escola tem apenas o dinheiro arrecado na bilheteria da quadra, que fica sob o viaduto de Pilares.

— Queremos mostrar que tudo foi reformulado. Estamos fazendo um trabalho nas redes sociais para atrair as pessoas e reerguer a Caprichosos — disse o diretor de carnaval, Henrique Bianchi.