Capuchinhos esperam 30 mil para tradicional bênção na primeira sexta-feira do ano

A tradicional bênção dos capuchinhos levou uma multidão nesta primeira sexta-feira do ano ao Santuário Basílica de São Sebastião, no Estácio, na Zona Norte do Rio. Cerca de 30 mil pessoas são esperadas para acompanhar as 15 missas, que ocorrem desde as 5h e vão até as 19h. Segundo o reitor do templo, frei Jorge Luiz de Oliveira, os fiéis buscam ser abençoados para começar o ano com força e fé:

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— São mais de 160 anos de existência dessa bênção, dessa devoção junto do povo do Rio de Janeiro. Sempre com o sentido de início de ano, de vida nova, novos planos, projetos novos. A gente vai sempre pedindo a Deus que se tenha força e firmeza na fé para começar a cada ano como estamos iniciando o ano de 2023. A bênção faz parte da tradição. É patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. A média de pessoas que nós esperamos, mesmo hoje com chuva branda, que cai o dia todo, é de 30 mil pessoas. Está até muito bom, porque está um dia bem fresco. Toda a estrutura está preparada, montada, muitas barraquinhas, as equipes estão trabalhando — detalhou o frade.

A bênção teve início em 1886, quando frei Fidélis de Ávola, devoto de Nossa Senhora de Lourdes, curado de uma grave enfermidade com água benta, mandou construir uma gruta dedicada à santa. Ela ficava ao lado da Igreja de São Sebastião, no Morro do Castelo, Centro do Rio. Desde então, freis franciscanos capuchinhos passaram a dar a benção sempre na primeira sexta-feira de cada mês, mas a maior procura ocorre na primeira sexta do ano.

— A tradicional bênção remonta à história do antigo Morro do Castelo, que existiu até o início do século passado. No alto da colina, havia a primeira Igreja da Sé de São Sebastião, onde os frades começaram, na pastoral, no contato com o povo, a criar essa devoção. Anexa à Gruta de Nossa Senhora da Lourdes, era dada a bênção da saúde na primeira sexta-feira do ano. Quando houve o desmonte do Morro do Castelo e a destruição da igreja, a bênção seguiu-se aqui, onde está hoje situado o Santuário Basílica de São Sebastião, na Rua Haddock Lobo. Ela nunca parou — contou o reitor.

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A professora Inês Santos, de 54 anos, conta que assistiu à missa da primeira sexta-feira do ano pela 18ª vez. De início, ela foi agradecer a cura do filho mais novo, então hospitalizado com uma infecção respiratória:

— Acompanhei missa pela em agradecimento pela graça da saúde do meu filho caçula, que estava grave na UTI pediátrica. Na época, ele tinha 9 meses de idade. Sempre volto para agradecer e pedir as bênçãos e proteção para minha família no ano que se inicia. A missa foi uma bênção e uma mensagem de paz e conforto para todos, uma palavra especial de saúde para os males da alma, da mente e do corpo. Um bálsamo de coragem para iniciarmos o ano de 2023 — contou.