Caravana de migrantes no México consegue acordo para 2.500 autorizações

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(Arquivo) Migrantes que buscam chegar aos Estados Unidos viajam em um caminhão em Nuevo Morelos, no México, 17 de novembro de 2021 (AFP/CLAUDIO CRUZ)

Uma das caravanas de migrantes que viajam pelo México em busca de chegar aos Estados Unidos conseguiu acordos com autoridades para a obtenção de mais de 2.500 autorizações de visitante por motivos humanitários e serão transferidos para dez estados.

Héctor Martínez Castuera, diretor do Instituto Nacional de Migração (INM), foi nesta terça-feira (23) à cidade de Mapstepec, em Chiapas, para conversar com integrantes de uma caravana de mais de 2.500 pessoas que saiu na última segunda-feira de Tapachula, no mesmo distrito.

“Vamos transferi-los para 10 estados do país (...) Oferecemos-lhes, além do cartão que poderão renovar, alojamento em albergues e alternativas de emprego, entre outros”, disse Martínez à imprensa.

Após chegar ao acordo, o INM instalou mesas para receber as solicitações dos migrantes, que à tarde começaram a ser levados de ônibus para estados do centro, sul e oeste do México. Com este acordo, a caravana teria sido desativada.

Outra caravana de cerca de 600 migrantes que saiu de Chiapas há um mês esteve no estado de Veracruz nesta terça-feira.

Enquanto isso, milhares de migrantes presos em Tapachula bloquearam uma importante rodovia em protesto porque o INM não cumpriu uma oferta semelhante de conceder-lhes autorizações e levá-los para outros estados.

Na segunda-feira, as autoridades haviam montado em um estádio local uma estrutura para prosseguir com o trâmite das permissões, mas foram surpreendidos por milhares de migrantes. O processo foi suspenso devido ao tumulto gerado.

“Ontem foi cancelado por causa do conflito; os agentes da imigração pararam de atender devido à desordem. O governo não tem uma resposta conclusiva sobre como vai nos ajudar e enquanto isso não acontecer os problemas continuarão", disse o hondurenho Darío Fernández, que viaja com sua esposa e três filhos.

O fluxo de migrantes sem documentos, que fogem da violência e da pobreza, se multiplicou após a chegada à presidência nos Estados Unidos do democrata Joe Biden, que prometeu analisar seus casos.

Mais de 190 mil migrantes foram detectados pelas autoridades mexicanas entre janeiro e setembro, três vezes mais do que em 2020. Cerca de 74.300 foram deportados.

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