Cardeal alemão se recusa a divulgar importante relatório sobre abusos sexuais na Igreja

·1 minuto de leitura
Um adorador cristão usando uma cobertura na cabeça com uma imagem de Jesus Cristo, em 25 de dezembro de 2020 durante a pandemia de coronavírus COVID-19. Na Alemanha, importante cardeal da diocese de Colonia se recusa a divulgar relatório de estudo sobre pedofilia.

A Igreja católica alemã enfrenta uma nova crise depois da recusa de um de seus eclesiásticos mais destacados, o cardeal de Colônia, em publicar um relatório sobre abusos sexuais de menores por parte de membros de sua diocese.

"Nos encontramos na maior crise que a Igreja já viveu, o Arcebispo de Colônia tem fracassado com a instância moral", denunciou Tim Kurzbach, presidente do conselho diocesano de Colônia, que reúne eclesiásticos e laicos.

Como consequência disso, o conselho decidiu retirar sua confiança desta autoridade, o monsenhor Rainer Maria Woelki, uma atitude pouco comum, condicionando a retomada da colaboração - particularmente no projeto sinodal para a modernização da Igreja - à publicação deste documento.

"As autoridades devem finalmente assumir sua responsabilidade", insistiu Kurzbach.

A decisão recebeu o apoio do influente comitê central dos católicos alemães, que representa os laicos na Igreja católica romana na Alemanha.

O cardeal Woelki, um conservador, é há muitos meses criticado após ter se negado a publicar um estudo independente do qual estava encarregado, sobre a possível responsabilidade de altos dignitários de seu arcebispado nos abusos sexuais, provocando a ira das vítimas.

Esta investigação, realizada por advogados de Munique, se refere a agressões cometidas em sua diocese entre 1975 e 2018.

Ele justificou que esta decisão ocorre pela proteção dos dados das pessoas citadas e por falta de independência dos investigadores que levaram adiante o estudo sobre a diocese de Colônia, a maior do país.

ilp/ylf/mr/mab/eg/gf/bn