Cardeal punido pelo Vaticano por suspeitas de abuso sexual

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Praça e basílica de São Pedro no Vaticano, em 11 de março de 2020
Praça e basílica de São Pedro no Vaticano, em 11 de março de 2020

Um cardeal polonês de 97 anos, Henryk Gulbinowicz, foi punido nesta sexta-feira (6) pelo Vaticano e não poderá exercer seu ministério ou usar a insígnia após uma investigação cuja natureza não foi especificada, mas que segundo a mídia seria por suposto abusos sexuais. 

O Vaticano tomou essas medidas "depois de uma investigação sobre acusações contra o cardeal Henryk Gulbinowicz e depois da análise de outras acusações sobre o passado do cardeal", segundo um comunicado da Nunciatura. 

O cardeal também não poderá ser enterrado em uma catedral e terá que pagar uma quantia em dinheiro a uma fundação criada pelo episcopado polonês para ajudar as vítimas de abuso sexual. 

Eleito cardeal por João Paulo II em 25 de maio de 1985, Gulbinowicz é arcebispo emérito de Wroclaw (sudoeste da Polônia) desde abril de 2004. 

Ele foi acusado de abusar de um menor de 15 anos e proteger um padre acusado de pedofilia em 1989, assim como de não ter informado a Santa Sé sobre outro padre condenado pelo mesmo crime. 

Este é o terceiro caso desse tipo na hierarquia eclesiástica superior na Polônia este ano. 

Em meados de outubro, o Núncio Apostólico na Polônia anunciou a renúncia do Bispo de Kalisz, Edward Janiak, suspeito de encobrir abusos sexuais cometidos contra crianças por membros do clero.

E em agosto, o Papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo de Gdansk, Sławoj Leszek Głódź, de 75 anos. 

O polêmico Głódź, famoso por seu alto estilo de vida e gosto pelo luxo, foi acusado no ano passado por padres de sua arquidiocese de intimidação psíquica diária. 

Ele também é suspeito de ter mantido silêncio sobre supostos atos de vários padres, acusados pelo Ministério Público polonês de pedofilia, entre eles o capelão católico do sindicato Solidariedade, padre Henryk Jankowski, falecido em 2010.

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