Carimbó: ritmo de herança afro-indígena é tradição no Pará

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Passos e volteios de uma dança vigorosa e sinuosa, ao som de tambores frenéticos, permeiam o carimbó, um ritmo musical típico da região Amazônica, principalmente no Pará. As mulheres usam saias rodadas e os homens vestem camisas coloridas, com temas que remetem à natureza.

Patricia Moribe, especial de Alter do Chão*

Estamos à beira do rio Tapajós, um dos principais da bacia Amazônica. Em Alter do Chão, um pequeno distrito de menos de sete mil pessoas, a 40km de Santarém, o carimbó é um dos ingredientes charmosos desse local que já entrou no guia de mais belas praias de jornais como o britânico The Guardian.

Mas o carimbó é um elemento noturno, importante no pacote turístico de Alter do Chão. Às quintas-feiras, os tambores chamam locais e turistas para a praça central. Uma enorme roda se abre e dezenas de pessoas se lançam nos rodopios e passos que lembram a capoeira.

“Carimbó é um ritmo afro-indígena que existe aqui na Amazônia há muito tempo. Ele tem como um dos pais o gambá, que a gente encontra na região de Maués e aqui na região do Tapajós. O carimbó é uma mistura, dependendo da região, o sotaque muda. Na nossa região é o carimbo praiano, indo para Belém é o carimbo do salgado, com algumas características diferentes”, explica Hermes Caldeira, do grupo Kuatá.

Regiões dão sotaques diferentes

A palavra carimbó vem do tupi korimbó, uma planta que é a matriz do tambor artesanal curimbó. O ritmo também é conhecido como pau e corda, samba de roda do Marajó ou baião típico de Marajó. Ou seja, vai variando ao longo das águas pela Amazônia, mudando percussões e sotaques.

*A repórter viajou à região a convite da Ong Zoé


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