Carioca deve trabalhar mais de 16 dias para ter o básico em sua mesa

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Foto: Arquivo

O preço da cesta básica, conjunto de alimentos necessários para refeições de uma pessoa adulta, aumentou em 2020 em todas as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As cidades onde foram anotados preços mais altos são São Paulo, com valor de R$ 631,46 em dezembro, e Rio de Janeiro, com R$ 621,09.

Segundo cálculos da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, considerando uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças, o carioca deve trabalhar 130 horas e 46 minutos para ter o básico em sua mesa, o que equivale a mais de 16 dias de trabalho

Na cidade do Rio, onde a cesta teve oscilação de 20,15%, o produto com maior variação no ano passado foi o óleo de soja, com 93,26%. Isso ocorreu porque o Brasil exportou um elevado volume de soja e derivados, restringindo a oferta para o mercado interno. O arroz foi o segundo item com maior variação: 66,15%. Além da desvalorização cambial, o preço mais caro é consequência da diminuição da área plantada nos últimos anos; e do abandono da política de estoques reguladores por parte do governo.

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