Carla Zambelli assume Comissão de Meio Ambiente e promete trabalhar 'em consonância' com Agricultura

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BRASÍLIA — A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi eleita nesta sexta-feira presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Candidata única, Zambelli teve 10 votos a favor e seis votos em branco. Sem experiência na área, a deputada disse em 2019 que "nunca a Amazônia queimou tão pouco", em momento de grave crise ambiental. Ao assumir o cargo, a deputada afirmou que pretende dialogar com diversos setores, mas ressaltou que o seu trabalho será feito "em consonância" com a Comissão de Agricultura. Para este colegiado, Aline Sleutjes (RR), parlamentar também do PSL, estará à frente dos trabalhos.

— Essa agenda do meio ambiente, que durante tantos anos não esteve em nossas discussões, e em 2019 foi uma das principais pautas, a gente pretende colocar isso em voga aqui. E trabalhando em consonância com a comissão de Agricultura, que é tão importante — discursou Zambelli.

Em sua posse, apesar de defender a ação do governo federal, a deputada disse que conciliaria "as diferentes visões de mundo". Zambelli afirmou que trabalha desde os 13 anos e que sua experiência em "gestão" seria importante para liderar a comissão.

A deputada do PSL defendeu o Brasil como um dos mais avançados em legislação ambiental e disse que o país é responsável "por menos de 3% das emissões" de gás carbônico. Também citou a experiência brasileira com biocombustíveis e ressaltou a necessidade de investimento da agenda ambiental urbana.

— Temos a lei ambiental mais restritiva do mundo, o Código Florestal — disse Zambelli.

Na cadeira de presidente, Zambelli qualificou como "sensacional" o programa de redução de lixões do governo federal e tratou o saneamento como um das prioridades de sua gestão.

— Os desafios ambientais são muitos. Mais de 100 milhões de brasileiros não têm tratamento de esgoto e 35 milhões não têm água potável - discursou a parlamentar.

Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada disse que pretende "fortalecer as ações de combate e controle ao desmatamento ilegal". Além disso, indicou que dará espaço ao debate da regularização fundiária na Amazônia.

Em 2019, Zambelli acusou ONGS de queimarem a Amazônia, sem provas.

— ONGs, que supostamente deveriam estar protegendo, estavam colocando fogo na Amazônia para criminalizar um governo que é novo, de direita — afirmou Zambelli em abril daquele ano, durante um evento promovido pela ONU em Berlim.

Na ocasião, a bolsonarista também disse que "nunca a Amazônia queimou tão pouco", o oposto do que mostravam dados oficiais.

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