Carlos Bolsonaro queria que Pedro Guimarães assumisse outro cargo no governo

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Vereador Carlos Bolsonaro (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)
Vereador Carlos Bolsonaro (Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images)

Junto com a ala ideológica do governo de Jair Bolsonaro (PL), o vereador Carlos Bolsonaro defendia uma “saída honrosa” para o agora ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães.

De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, esse caminho consistia em dois pontos: deixar que Guimarães pedisse demissão e não ser afastado por iniciativa de Bolsonaro e realocá-lo em um outro cargo no governo.

À coluna, integrantes do executivo disseram que Carlos Bolsonaro admirava a fidelidade de Guimarães ao pai, além de considerar que ele fez um “ótimo trabalho” no comando da instituição.

Após ser alvo de denúncias sobre assédio sexual, Guimarães também é acusado de assédio moral contra funcionários da estatal. Os novos casos foram revelados pelo portal Metrópoles.

Entre os relatos, feitos de forma anônima, funcionários contam que Pedro Guimarães ofendia os subordinados: quando era contrariado, dizia que todos tinham que “se f.” e mandava “todo mundo tomar no c.”.

Os funcionários da estatal relatam também que Pedro Guimarães colocava pimenta na comida das pessoas, especialmente em jantares durante viagens de trabalho.

“Quanto mais você chora e passa mal, mais ele ri. Ele é bem sádico. Em toda refeição de trabalho com ele tinha pimenta no prato de alguém”, revelou a funcionária.

Pedro Guimarães, descrevem os funcionários, também tinha arroubos de raiva. Em um desses momentos, chegou a socar uma televisão, danificar computadores e jogou um celular corporativo na parede, na frente de funcionários.

Investigações e saída da Caixa

Pedro Guimarães é investigado pelo Ministério Público Federal pelas acusações de assédio sexual. Funcionárias relatam convides inapropriados e toques não permitidos nos corpos delas.

Os casos foram revelados pelo Metrópoles na última terça-feira (28) e, no fim de quarta (29), Guimarães deixou o comando da Caixa Econômica Federal.

Em uma carta, Pedro Guimarães classificou as acusações como “injustas”. “A partir de uma avalanche de notícias e informações equivocadas, minha esposa, meus dois filhos, meu casamento de 18 anos e eu fomos atingidos por diversas acusações feitas antes que se possa contrapor um mínimo de argumentos de defesa. É uma situação cruel, injusta, desigual e que será corrigida na hora certa com a força da verdade”, declarou em nota.

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