Carlos desiste de morar em Brasília e diz que concorrerá a reeleição no Rio

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RIO — O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou ontem por meio das redes sociais que será candidato a reeleição na Câmara Municipal do Rio. Ao embarcar no Republicanos, o partido esperava que Carlos assumisse a missão de ser puxador de votos da legenda. No entanto, recentemente, o vereador usou as mesmas redes sociais para para dizer que pretendia ajudar o pai em Brasília.

“(...) Não morarei no Texas ou Marte, continuo no RJ, sou pré candidato, presente nas sessões e tudo segue normal!”, publicou Carlos Bolsonaro em sua conta no Twitter.

Um dia depois da ação do Facebook neste mês contra páginas e perfis bolsonaristas nas redes, removendo-as da plataforma, Carlos Bolsonaro postou mensagens enigmáticas nas redes dando a entender que não seria mais candidato a vereador.

Em sua postagem, Carlos disse que poderia ter chegado “o momento de um novo movimento pessoal”. Morar em Brasília permitiria ajudar ainda mais o pai na sua política de comunicação, seria um dos objetivos.

Cada vez mais tem chegado aos ouvidos de Carlos a avaliação de que seu belicismo coloca o governo Bolsonaro em risco. O vereador também não anda satisfeito com a versão paz e amor de Bolsonaro e alertou o pai sobre ele estar perdendo apoio nas redes. Sempre que pode, Carlos repete que seu sonho é mudar para o Texas, nos EUA. Apesar da fala, os interlocutores de Carlos não acreditam que ele deixe o Brasil.

Além de Carlos, também se filiou ao Republicanos seu irmão e senador, Flávio Bolsonaro. A ida dos irmãos para o partido faz parte de um acordo nacional entre a legenda, ligada ao líder religioso da Igreja Universal, bispo Edir Macedo, e o presidente Jair Bolsonoro.

O namoro entre Bolsonaro e a Igreja Universal começou às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial de 2018 com o apoio declarado de Edir Macedo ao então candidato do PSL. Em março deste ano, Flávio e Carlos se filiaram ao Republicanos. A Universal é a mais relevante denominação neopentecostal do país, e o Republicanos integra o grupo do centrão, a qual Bolsonaro buscou apoio para formar sua base no Congresso.

O acordo da família Bolsonaro com Edir Macedo e o Republicanos passa também pela sucessão na prefeitura do Rio. O prefeito Marcelo Crivella está com a cadeira de vice aberta para a indicação de qualquer nome bolsonarista, mas o presidente diz que não participará de sua campanha para prefeito. Previne-se, assim, do desgaste que Crivella acumula desde que assumiu o mandato.

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