Carlos Ghosn é interrogado sobre casamento no Palácio de Versalhes

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Carlos Ghosn. (Foto: ANWAR AMRO/AFP via Getty Images)
Carlos Ghosn. (Foto: ANWAR AMRO/AFP via Getty Images)
  • Carlos Ghosn está sendo interrogado por autoridades francesas no Líbano.

  • Investigadores querem detalhes de atividades do executivo.

  • Ghosn fugiu do Japão em 2019 em meio a escapada cinematográfica.

O executivo brasileiro Carlos Ghosn, atualmente em residência no Líbano, está prestando depoimento a autoridades francesas, que o interrogam sobre uma série de suspeitas de atividades ilegais realizadas no período em que ele atuou como um dos executivos mais poderosos do mundo no setor automotivo. Ele chefiou a Renault e a Nissan antes de cair em desgraça e acabar fugindo de autoridades japonesas. As informações são da agência de notícias EFE.

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Segundo a reportagem, os investigadores franceses buscam saber, entre outras coisas, quem pagou as despesas de uma luxuosa festa de casamento realizada pelo executivo no Palácio de Versalhes, símbolo da monarquia francesa. Segundo a defesa de Ghosn, o interrogatório já era aguardado e o executivo coopera integralmente.

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‘Nunca pensaram que eu escaparia’

Ghosn foi protagonista de uma das histórias mais espetaculares do mundo empresarial desta década, quando escapou do Japão em uma fuga cinematográfica, em dezembro de 2019. “Nunca pensaram que escaparia”, disse Ghosn em entrevista à agência de notícias EFE.

O ex-líder da Nissan e da Renault – considerado um dos empresários mais habilidosos da indústria automobilística – afirma que foi alvo de um complô para tirá-lo do poder da montadora, por “inimigos” internos.

Eles teriam articulado um processo para prendê-lo e ganhar tempo enquanto o caso “caía no esquecimento”, segundo Ghosn.

"Há uma única razão para eu ter sido preso, que é a mesma pela qual foi Greg Kelly (antigo membro o Conselho de Administração da Nissan) ainda segue no Japão e que está sendo julgado: é que não declarei uma compensação que não estava nem decidida, nem paga", diz o executivo brasileiro.

"Queriam encontrar outra coisa, sabiam que isto não seria suficiente. Procuraram e inventaram novas acusações pela simples razão de que não me queriam no Japão e não queriam que eu falasse.”

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