CPI da Covid: Carlos Wizard chega com placa que cita versículo bíblico

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O empresário Carlos Wizard chegou para depor na CPI da Covid, nesta quarta-feira, carregando uma placa com a inscrição "Isaías 41:10", em referência ao versículo bíblico. 

O trecho do texto religioso mencionado diz: "Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa".

O depoimento de Wizard tem como um dos principais objetivos esclarecer se o suposto "gabinete paralelo", que funcionava no Palácio do Planalto em contraposição ao Ministério da Saúde, foi financiado pela iniciativa privada. 

Senadores independentes e da oposição pretendem questionar Wizard sobre o incentivo à propagação de notícias falsas e medicamentos sem eficácia comprovada, como a hidroxicloroquina

Wizard também será indagado sobre o envolvimento dele e de outros empresários bolsonaristas, como Luciano Hang, nas tratativas para a compra de vacinas. 

A principal dúvida envolve a carta de intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina chinesa Convidecia, do laboratório CanSino, por aproximadamente R$ 5 bilhões. O processo intermediado inicialmente pela empresa Belcher Farmacêutica.

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A oitiva de Wizard estava inicialmente prevista para 17 de junho, mas ele não compareceu porque estava nos Estados Unidos. A Justiça, então, determinou a retenção do passaporte do empresário, que chegou na segunda-feira ao Brasil e entregou o documento à Polícia Federal.

Antes do depoimento de Wizard, os senadores da comissão vão votar, entre os requerimentos:

  • Convocação do líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) — o nome dele teria sido citado por Bolsonaro relacionando-o com as irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin, segundo disse à CPI o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF).

  • Convocação da diretora técnica da Precisa Medicamentos, empresa que intermediu a compra do imunizante, Emanuela Medrades, e seu representante Túlio Silveira. 

  • Convocação que será avaliada pelos senadores é a de Roberto Ferreira Dias, diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde que teria pedido propina na compra das vacinas. Ele também foi acusado de pressionar pela aprovação célere da Covaxin.

do jornal Extra

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