Carlos Wizard não responde mensagens da CPI; Aziz diz que pode convocá-lo coercitivamente

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Carlos Wizard Martins, 62, gestures during an interview with AFP in Sao Paulo, Brazil, on May 31, 2019. - Venezuelan families that arrived in Boa Vista, Roraima, Brazil, now live in Sao Paulo with the help of Brazilian entrepreneur and founder of 'Grupo Multi Holding', Carlos Wizard Martins. A group of volunteers works to transfer newcomers to other parts of the country and coordinates jobs in destination cities. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP)        (Photo credit should read MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images
  • Empresário é apontado como membro do suposto ‘gabinete paralelo’

  • Ele deveria depor no dia 17 de junho, mas está nos Estados Unidos

  • Wizard já teve seu sigilo telefônico quebrado

O empresário Carlos Wizard, que é considerado um dos membros do ‘gabinete paralaelo’ da saúde de Jair Bolsonaro (sem partido), não está respondendo às notificações para comparecer à CPI da Covid.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou nesta quinta-feira (10) irá convocar Wizard coercitivamente se ele seguir ignorando as mensagens até terça-feira (15). O empresário está nos Estados Unidos desde a semana passada e deveria ser ouvido pela CPI no dia 17 de junho.

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“Estamos tendo dificuldades em notificá-lo. Se ele não responder, vamos pedir a condução coercitiva dele. Ele passou um mês trabalhando no Ministério da Saúde junto com Eduardo Pazuello e era daquele gabinete paralelo. O que o Carlos Wizard foi fazer no Ministério da Saúde? Passou um mês lá", afirmou o senador.

Hoje, a CPI aprovou a quebra de sigilo telefônico e telemático de Carlos Wizard e dos ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e do ex-mistro de Relações Internacionais, Ernesto Araújo.

Carlos Wizard defende a adoção de tratamento precoce contra a Covid-19, incluindo o uso da cloroquina, já comprovado ineficaz no combata à doença. Sua presença em uma reunião do Ministério da Saúde foi citada no depoimento à CPI do ex-minitro da pasta Eduardo Pazuello, que contou que foi aconselhado pelo empresário e o ofereceu um cargo no ministério.

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