Cármen Lúcia manda arquivar pedido para investigar Bolsonaro por interferência na PF

Ministra Cármen Lúcia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Ministra Cármen Lúcia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (27) o arquivamento de pedidos para investigar o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta interferência na PF (Polícia Federal) durante as investigações sobre o escândalo no MEC (Ministério da Educação).

De acordo com informações do portal Carta Capital, o argumento da ministra é de que os motivos apresentados pelos parlamentares já são avaliados no inquérito que investiga o esquema na pasta durante a gestão de Milton Ribeiro.

O ex-ministro da Educação e pastores chegaram a serem presos por suposto esquema de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, órgão ligado ao MEC. Eles foram soltos por decisão da Justiça.

O inquérito está no gabinete da ministra após uma interceptação telefônica feita pela PF contra Milton Ribeiro detectar uma referência a Bolsonaro e uma suspeita de vazamento da operação da corporação.

Dias antes da prisão, Ribeiro havido dito a uma filha que recebeu uma ligação do presidente, que afirmou que tinha tido um “pressentimento” de que o ex-ministro poderia ser usado para atingi-lo.

Conforme o portal g1, a PGR (Procuradoria-Geral da República) defendeu arquivamento dos pedidos dos parlamentares em manifestações enviadas ao STF.

"Considerando que os eventos na nova petição estão contemplados no aludido inquérito supervisionado pela Suprema Corte, não se justifica deflagrar outro procedimento formal investigativo com idêntico escopo, sob pena de se incorrer em litispendência e de se violar o princípio do 'ne bis in idem'" diz o documento da PGR.