Cármen Lúcia vê possível interferência de Bolsonaro na PF como grave e aciona PGR

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Ministra Cárman Lúcia classificou como grave a possibilidade de Jair Bolsonaro ter interferido em investigação da Polícia Federal (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Ministra Cárman Lúcia classificou como grave a possibilidade de Jair Bolsonaro ter interferido em investigação da Polícia Federal (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Resumo da notícia

  • Ministra Cármen Lúcia vê "gravidade" na possibilidade de Bolsonaro ter interferido na Polícia Federal

  • Pedido de investigação foi encaminhado ao STF pelo deputado Israel Batista

  • Cármen Lúcia encaminhou pedido para a PGR e pediu que órgão se manifeste

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, disse considerar grave a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter interferido na investigação da Polícia Federal, que apura suspeita de corrupção no Ministério da Educação.

A partir de um pedido apresentado pelo deputado Israel Batista (PSB-DF), para que Bolsonaro seja investigado, Cármen Lúcia enviou o documento para análise da Procuradoria-Geral da República.

Segundo Israel Batista, há elementos suficientes para que Bolsonaro seja investigado. “Segundo o próprio Ministério Público, há elementos que indicariam a possibilidade de vazamento das apurações no caso, com possível interferência ilícita por parte de Jair Bolsonaro. Prova disso, é que, segundo veiculado, o MPF requerer o envio de auto circunstanciado ao Supremo apontando indício de interferências ilícitas nas investigações policiais e judiciária", argumenta o deputado.

É praxe que esse pedido seja enviado à PGR, mas a análise para saber se cabe uma investigação cabe ao Ministério Público. “Considerando os termos do relato apresentado e a gravidade do quadro narrado, manifeste-se a Procuradoria-Geral da República”, escreveu a ministra na decisão, revelada pelo portal g1.

Após a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro, que já foi solto, a Polícia Federal passou a investigar a suspeita de interferência na investigação. Em uma ligação telefônica com a filha, Ribeiro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro relatou ter tido um “pressentimento” de que o ex-ministro poderia ser alvo de busca e apreensão.

Frederick Wasseff, advogado da família, negou qualquer interferência de Bolsonaro no caso e, sobre as ligações, declarou que o presidente não tem “nada a ver com as gravações”.

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