Carnaval 2022: confira o que hitou e o que flopou na segunda noite dos desfiles do Grupo Especial do Rio

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A segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí é dos orixás, com Mocidade Independente de Padre Miguel evocando Oxóssi e a Grande Rio desmistificando a figura de Exu. A homenagem da Vila Isabel a Martinho da Vila é outro ponto alto. Aos 84 anos, o sambista é tema do desfile da Azul e Branco de Noel. Veja o que hitou e flopou nessa grande festa da cultura popular carioca:

O samba da primeira escola a desfilar na segunda-feira pegou e empolgou. Nas várias paradinhas da bateria, os componentes cantavam o tema da Tuiuti em alto e bom som.

As alegorias vivas de Paulo Barros arrancaram aplausos do público, sobretudo o abre alas que era usado como um caminho para alas trocarem de lado. A sintonia entre a Rainha e a princesa de bateria mostrou que as polêmicas sobre as duas nas redes não afetou o desfile

O abre-alas da maior campeã do carnaval uniu dois carros alegóricos, onde a imponente e tradicional águia portelense se impunha com um grunhido. Com a Tia Surica à frente, a alegoria tirou o grito da garganta da nação portelense em praticamente todos os setores da Sapucaí.

A comissão de frente de eguns e guerreiros abriu a festa, seguida pela exibição impecável do casal de mestre-sala e porta-bandeira.

O melhor samba da safra 2022 confirmou sua força e qualidade no desfile. O povo da Zona Oeste gritou o hino do refrão Arerê Komoredé como se não houvesse amanhã.

A Mocidade prometia "areretizar" a Sapucaí com seu desfile, e a escola conseguiu de fato levantar o público com um samba empolgante e uma comissão de frente criativa. O enredo sobre Oxóssi, o orixá padroeiro da agremiação, trouxe autorreferências e homenagens à bateria.

A escola teve problemas com o penúltimo carro, dos astronautas. Alto demais, ele prendeu em galhos de árvores na Avenida Presidente Vargas e teve dificuldade para sair da concentração. Com a correria, um componente foi colocado no carro quando ele já estava na pista. Com isso, o desfile atrasou dois minutos, o que levará a Tuiuti a perder pontos.

O abre-alas passou vazio pela Avenida, só tendo performance com os integrantes em frente aos jurados. Apenas eles viram a encenação de guerra dos componentes que completava a alegoria.

Uma peça do terceiro carro da escola, onde baobás se espalhavam por uma savana dourada com esculturas de animais estilizados, quebrou logo no início do desfile: um globo que vinha na parte de trás da alegoria se desfez ao meio.

O abre-alas triplo desacoplou e chegou a ficar descontrolado no primeiro módulo de julgamento, pondo em risco quem estava perto.

O carro do elefante desfilou com graves problemas de acabamento — estruturas expostas e pedaços quebrados. Uma lástima que arranhou a linda narrativa sobre Oxóssi.

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