Carnaval 2022: Em terra de reis e rainhas de bateria, não há espaço para disputas e rivalidades

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Eles garantem que dividir um dos postos mais disputados do carnaval não gera disputa, inveja nem atritos. Na primeira noite de desfiles, a Em Cima da Hora e Acadêmicos do Sossego, duas escolas da Série Ouro, tiveram à frente da bateria um casal: rei e rainha. Alinhados na ponta da língua, viveram na avenida momentos de falta de sincronia que não atrapalharam a festa.

— Combinamos algumas coisas, conscientes de cada papel no desfile. Por que haver disputa em um momento tão feliz como esse? — indaga Malu Torres, rainha da Sossego.

— Não estou aqui para dividir, e sim para somar com ela — complementa Juarez Souza, rei da bateria.

O descompasso da monarquia da bateria foi explicado pelo desencontro na agenda da realeza. São poucas as datas em que rei e rainha se encontraram antes dos desfiles. Nas duas escolas, as rainhas moram fora do Brasil. Na Sossego, o problema foi resolvido com a criação de um grupo de Whatsapp com os dois e o mestre de bateria.

Primeira rainha de bateria latino-americana, a nicaraguense Tania Daley, na Em Cima da Hora, conta que a parceria auxilia em momentos que é preciso tomar um gole de água ou fazer uma pequena pausa para recuperar o fôlego durante o desfile:

— Essa divisão foi muito boa. Um ajuda o outro e ele sambou muito — disse.

Passista, Jorge Amarelo comemorou o convite de se tornar rei de bateria e espera que a ideia seja replicada em outras escolas.

— O preparo do passista para o rei é o mesmo. A diferença é que temos que cortejar e apresentar a bateria. A gente respeitou o espaço um do outro. Em nenhum momento, transparecemos rivalidade. O rei veio para dar mais brilho — avalia.

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