Carnaval 2022: Justificativas dos jurados causam polêmicas nas redes sociais

RIO — Após a apuração das notas do carnaval do Rio, o mundo do samba concentra toda a expectativa para a divulgação das justificativas dos jurados. Pela primeira vez, as os documentos foram liberados dois dias após a leitura das notas, que sagrou a Grande Rio campeã do carnaval 2022. Com a divulgação das justificativas nesta quinta-feira, polêmicas foram criadas como as críticas de um juri ao som dos camarotes.

Pelo regulamento, toda nota diferente de 10 precisa ser acompanhada do motivo que fez o avaliador descontar a escola. Como base, os jurados utilizam o livro "abre-alas", que contém informações técnicas de cada agremiação, como justificativa do enredo, o que significa cada fantasia e carro alegórico e até a explicação do significado do samba.

Ao justificar a retirada de um décimo de fantasias da Unidos da Tijuca, a jurada Regina Olivia, afirmou que a fantasia de palhaço da ala 17 não ficou clara como estava descrita no livro abre-alas. No entanto, o enredo da Tijuca era sobre a lenda do Guaraná e a fantasia, na verdade, representava uma arara. Já a Grande Rio, escola que desfilou em seguida levava na ala 17 a representação de um palhaço.

" A impressão causada pelas formas e exploração de materiais não ficou clara o palhaço conforme descrito. A fantasia pode ser adaptada a outro tema. Por isso, vou descontar 0,1 em realização", escreveu a jurada.

O jurado de bateria Philipe Galdino escreveu nas observações gerais que houve "muito vazamento de som" dos camarotes para dentro da avenida no local em que ele estava. A música, segundo Galdino, tocava durante a apresentação das escolas e poderia atrapalhar a avaliação musical do juri. Entre o setor 1 e 2, o módulo em que ele estava é uma cabine dupla de jurados, tendo dois avaliadores de cada quesito.

"Muito vazamento de som dos camarotes pra dentro da avenida durante a passagem das escolas. Uma falta de respeito com o espetáculo e podendo inclusive atrapalhar os jurados da parte musical", escreveu Galdino na ficha do segundo dia.

Também jurada de bateria, Mila Schiavo reclamou do sistema de som da Sapucaí. Nas osbervações no primeiro dia, a avaliadora escreveu que durante a passagem da Mangueira as caixas de som próximas ao juri não foram desligados, o que pode atrapalhar uma avaliação da escola. O mesmo aconteceu na passagem da Portela no segundo dia de desfile.

"Na passagem da escola (Portela) pelo módulo, o som só foi desligado quando a bateria estava saindo. Isso atrapalha a avaliação", escreveu Schiavo nas observações.

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