Carnaval 2022: representantes de blocos se reunirão com prefeito do Rio para discutir desfiles

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RIO — Representantes de diversos blocos se reunirão nesta terça-feira com a prefeitura do Rio para discutir a eventual realização dos desfiles do carnaval de rua, em fevereiro, diante do aumento de casos de contaminação pela Covid-19, conforme antecipou o blog do colunista do GLOBO, Ancelmo Gois. A intenção é ouvir do prefeito do Rio, Eduardo Paes, do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e do Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) um posicionamento oficial se haverá condições para a realização da folia e quando haverá essa resposta.

O aumento no número de infectados, mesmo sem casos de óbitos, criou um clima de indecisão entre os blocos e ligou o alerta também na Ambev, patrocinadora do carnaval de rua. A cervejeira enviou uma notificação à prefeitura pedindo uma definição até quarta-feira se haverá carnaval de rua ou mesmo alteração no formato do evento, também segundo o colunista.

Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade de São Sebastião (Sebastiana), disse que a reunião dos blocos foi convocada por ela e terá participação de mais nove representantes de grandes e pequenos blocos de rua do Rio.

— Queremos ouvir quais são as condições mínimas para a realização da festa. Queremos um cenário. Chegamos em um momento que não dá mais para adiar. Precisamos saber se há risco ou não, como estão as internações ou casos. Precisamos ouvir a ciência para não nos basearmos em achismos — ressalta Rita.

Para ela, o aumento no número de infecções da Covid-19 deixou organizadores mais preocupados:

— Mesmo sem letalidade, a gente ficou mais apreensivo. Mudou um pouco o cenário. Mais do que nunca, a gente precisa ver de perto o que está acontecendo.

Entre os convocados estão organizadores de outros blocos como o Fervo da Lud, Bloco da Anitta, Favorita, do tradicional cordão do Bola Preta e da Liga do Zé Pereira, que representa nove cortejos.

Rodrigo Resende, representante da Liga do Zé Pereira, também ressalta que está preocupado. Se a saída dos blocos fosse hoje, ele afirma que não desfilaria.

— Estamos vivendo um cenário complicado. É um momento de observância e entender o que temos hoje. A gente entende que a Ômicron afeta menos as pessoas, isso é uma notícia positiva, mas o contágio nos preocupa também.

Até o momento, a Riotur, órgão da prefeitura do Rio responsável pela organização do carnaval na cidade, não divulgou a lista dos blocos aprovados pela pasta. A divulgação estava prevista para sair no último dia 27. O Bloco da Preta e a Banda da Ipanema já anunciaram que não desfilarão este ano.

A decisão sobre o carnaval passará também pelo crivo do governador do estado, Claudio Castro. Ele deixou para divulgar sua posição sobre a realização ou não da festa no próximo dia 15. Nesse dia, Castro vai se reunir com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para discutiro tema.

Nas últimas semanas, o prefeito da cidade vem se posicionando a favor do carnaval da Sapucaí, onde o controle do público, com a exigência do passaporte de vacina, é menos difícil, na sua opinião.

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