Carnaval 2022: Série Ouro abre hoje os desfiles com sete escolas que disputam vaga no Grupo Especial

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Depois de dois anos, os desfiles das escolas de samba voltam a entrar, enfim, nos trilhos para a alegria de milhões de foliões que, de hoje à noite até a manhã de domingo, vão embarcar numa maratona na Sapucaí, que passou por reforma e ganhou nova iluminação cênica. Ontem, o Corpo de Bombeiros liberou a Avenida para o espetáculo. A Em Cima da Hora dará a partida das apresentações da Série Ouro, antigo grupo de acesso, com a reedição do enredo de 1984, que retratava a dura rotina de quem precisa de trem para chegar ao trabalho. A escola vai mostrar que nem parece que se passaram 38 anos.

A noite terá ainda a Unidos de Bangu, a sexta a desfilar, que vai cantar “Nos trilhos da história, a voz sem pudor / Um homem pra sempre lembrado por ser benfeitor”. O enredo “Deu Castor na cabeça” é sobre o bicheiro Castor de Andrade, cuja morte em 1997 desencadeou uma guerra entre seus herdeiros. Considerado o capo da contravenção, ele foi condenado por associação criminosa e preso.

— A gente vai homenageá-lo numa perspectiva de uma pessoa que ajudou na evolução da Zona Oeste, transformando o Bangu Atlético Clube num grande clube e a Mocidade Independente na potência que é. Claro que vamos falar do jogo do bicho, de uma herança que vem desde a sua avó e que foi fundamental na expansão dos empreendimentos da família Andrade — explicou o carnavalesco Marcus Paulo.

De olho no Grupo Especial

Também vai cruzar a Sapucaí a União da Ilha, que foi rebaixada em 2020. A escola espera conquistar o público e os jurados com o enredo “O vendedor de orações”, que exalta a devoção à Nossa Senhora Aparecida. A fé também estará na Unidos da Ponte, a terceira escola a entrar na Avenida, que vai contar um pouco da história de vida de Santa Dulce dos Pobres, e na Porto da Pedra, que fará uma homenagem à Mãe Stella de Oxóssi, escritora e yalorixá que lutou pelo respeito ao candomblé.

Já Acadêmicos do Cubango, que desfila depois da Em Cima da Hora, contará a história de Chica da Silva.

— Vamos fazer uma justa e linda homenagem a uma das maiores artistas negras desse país. Mostraremos as personagens vividas por ela na televisão, no teatro, e, sobretudo, os aspectos da vida religiosa dela. Chica foi uma importante ialorixá e levou isso a alguns dos seus mais marcantes papéis, levantando o tema da intolerância religiosa há muito tempo — afirmou o carnavalesco João Vitor Araújo.

A Acadêmicos do Sossego encerra a primeira noite com o enredo sobre profecias indígenas que alertam para o colapso do planeta. Os desfiles começam às 21h, e cada agremiação terá entre 45 e 55 minutos. Para a Série Ouro, ainda há ingressos para frisas e arquibancadas especiais, com vendas no setor 11 do Sambódromo, das 10 às 16h. São esperado em média 75 mil pessoas por dia na Sapucaí, que deverá apresentar o comprovante de vacina contra a Covid-19. O Grupo Especial será na sexta-feira e no sábado.

A segunda noite da Série Ouro começa com o bom humor de Mussum, enredo da Lins Imperial. Duas escolas que já fizeram história no Grupo Especial também vão se apresentar: a Estácio de Sá, com uma releitura de sua homenagem ao Flamengo de 1995, e o Império Serrano, que vai contar a história do capoeirista Besouro Mangangá, que lutou pela libertação dos escravos. A grande novidade da escola de Madureira virá na bateria do Mestre Vitinho, que vai trazer um naipe de berimbaus.

— O público vai ver um Império Serrano com cara de Império Serrano, louvando a negritude e com uma bateria espetacular impulsionando a escola a mergulhar nesse universo da capoeira. É uma visão muito luxuosa do mestre de bateria quando ele coloca o som da escola a serviço do enredo — acredita o carnavalesco Leandro Vieira, que também comanda o carnaval da Mangueira.

A Inocentes de Belford Roxo será a segunda escola a pisar na Avenida, com o enredo “A meia-noite dos tambores silenciosos”. Temas afro-brasileiros estarão ainda na Unidos de Padre Miguel (Iroko, o orixá do tempo), na Acadêmicos de Vigário Geral (Pequena África) e na Império da Tijuca (“Samba de Quilombo: A resistência pela raiz). A Acadêmicos de Santa Cruz fará uma homenagem ao ator Milton Gonçalves.

As 15 escolas da Série Ouro disputam uma vaga no Grupo Especial.

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