Carnaval 2023: Zona Sul do Rio terá menos desfiles de blocos no carnaval de rua deste ano

O Carnaval de rua oficial do Rio terá menos desfiles na Zona Sul este ano. Se, em 2021, foram autorizados 110 cortejos na região, desta vez a Riotur fechou em 94 a quantidade de desfiles na área. No retorno da folia após dois anos sem eventos autorizados (2021 e 2022) por causa da pandemia do Covid-19, serão ao todo 433 desfiles. O total de permissões foi divulgado pela Riotur nesta sexta-feira e objetivo é tentar evitar que o gigantismo do evento — são esperados entre 5 milhões e 5,5 milhões de foliões — traga transtornos aos bairros, principalmente na Zona Sul.

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— A gente tentou botar um pouco de ordem para que o carnaval de rua não se torne um problema grande. Tem bloco demais na Zona Sul, e muita gente não consegue se locomover nesse período. Busquei segurar o número de blocos para que não surjam novos, principalmente na Barra e na Zona Sul — disse o prefeito Eduardo Paes em entrevista à Rádio Globo na semana passada.

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A diminuição de desfiles na Zona Sul será compensada com o aumento em outros bairros. Assim, a quantidade é praticamente a mesma de 2020 (último ano antes da pandemia de Covid-19), quando houve 427 cortejos. A tesourada para este ano iria ser até maior. Blocos tradicionais, como Carmelitas e Sal da Terra (Santa Teresa), e a Banda de Ipanema, que saem mais de uma vez por ano, chegaram a ter dias extras cortados, mas protestaram porque já se apresentam nas datas solicitadas há anos. Nesta sexta-feira eles foram liberados, após entrarem com recursos na prefeitura.

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Nas estimativas (de desfiles e público) da prefeitura não aparecem os mais de 30 blocos que sairão neste domingo pelas ruas do Centro, na abertura do carnaval não oficial, porque não têm licença para sair.

Os cortejos serão autorizados entre 21 de janeiro e 26 de fevereiro (dia seguinte ao Desfile das Campeãs). A datas e horários dos desfiles serão conhecidos apenas na segunda-feira, quando devem ser divulgados em Diário Oficial.

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— A ideia foi concentrar os eventos para que haja um melhor atendimento pelos órgãos públicos, como Guarda Municipal, CET-Rio e Comlurb. Nesse processo, reduzimos em 15 % as autorizações para a Zona Sul — acrescentou o presidente da Riotur, Ronnie Aguiar Costa.

O planejamento dos blocos está sendo costurado também com a produtora de eventos Dream Factory, que fornece parte da logística do evento, com parceria de patrocinadores. O esquema prevê o fornecimento de 34 mil diárias de banheiros químicos. A parceria inclui ainda a oferta de 220 diárias de ambulâncias e a instalação de até oito postos médicos simultâneos. Na quinta-feira, a Riotur abriu um cadastro com até 10 mil vagas para ambulantes interessados em trabalhar nos blocos.

A exemplo dos últimos anos, a Avenida Presidente Antônio Carlos (Centro) concentrará os chamados megablocos (que reúnem a partir de 100 mil pessoas). Foram autorizados o Cordão da Bola Preta o Bloco da Preta; o Chora Me Liga, o Monobloco, o Frevo da Lud, o Bloco da Anitta e o Carrossel de Emoções. A exemplo do que já aconteceu nos megablocos em 2019 e 2020, a PM pretende montar um esquema de bloqueios e revista, com detectores de metal, nos acessos.

O esquema para 2023 ainda está em planejamento, mas deve repetir a tática adotada neste réveillon, em Copacabana. Além das áreas no entorno dos megablocos, estuda-se implantar esse modelo de revista no entorno da Marquês de Sapucaí.