Carnaval 'molhado' na Zona Sul do Rio une Brasil e Panamá ao som da bateria da Estácio

O Rio caiu de vez no gosto e na cadência dos panamenhos. Depois de ser tema do desfile vitorioso da Estácio de Sá em 2019, a cidade recebeu uma delegação caribenha com mais de 30 pessoas, nesta semana, para um intercâmbio cultural e carnavalesco entre os dois países.


A festa à beira-mar teve "mojaderas" (mangueiras para banho típico da folia no Panamá), "polleras" (mulheres com vestidos tradicionais), rainhas e diablitos mascarados. O Rio entrou com dezenas de integrantes da escola de samba. E a música - salsa, merengue e reggaeton - foi garantida pelos músicos dos dois países.

A brincadeira fez parte de uma iniciativa apoiada pela Empresa de Turismo do Rio de Janeiro (RioTur) e organizada pela Copa Airlines que será divulgada em vídeo para mais de 30 países e 80 destinos.


- O carnaval une, independentemente de quem você é ou onde está. A ideia é mostrar como a folia de Momo  é uma festa capaz de superar fronteiras, idiomas e características da celebração dos dois países - declara o produtor Henrique de Oliveira, um dos organizadores do evento.

Quem se arriscou no passo molhado também testemunhou um pouco da disputa entre as rainhas. Na tradição panamenha, elas representam os bairros e fazem uma disputa com “músicas de deboche” para superar a concorrente. Grace Marlene Cano, representante da Calle Abajo de Las Tablas, e Fianeth Corro Madrid, da Calle Arriba de Las Tablas, duelaram e mostraram ter samba no pé.